Justiça marca interrogatório dos réus da boate Kiss

Justiça marca interrogatório dos réus da boate Kiss

Incêndio que fez 242 mortos em janeiro de 2013, em Santa Maria (RS), ocorreu durante festa universitária

Thiago Wagner, especial para o Blog

10 Novembro 2015 | 05h22

RS - INCÊNDIO/BOATE/RS - GERAL - Um incêndio iniciado por volta das 2h   deste domingo já deixou pelo menos 90   mortos e 200 feridos na boate Kiss, em   Santa Maria, a 286 km de Porto Alegre,   na região central do Rio Grande do Sul.   O fogo começou por volta das 2h deste   domingo. Autoridades afirmam que havia   apenas uma saída no local, o que   dificultou a fuga. Centenas de pessoas   foram encaminhadas aos hospitais da   região.    27/01/2013 - Foto: GERMANO RORATO/Agência RBS/PAGOS

Bombeiros apagam incêndio na boate Kiss Foto: Germano Rorato/Agência RBS

Os quatro réus no processo criminal que apura as responsabilidades do incêndio da boate Kiss, em Santa Maria, Rio Grande do Sul, já sabem as datas em que terão que prestar depoimento à Justiça sobre o caso. Marcelo de Jesus do Santos e Luciano Augusto Bonilha Leão, integrantes da banda Gurizada Fandangueira, serão ouvidos nos dias 24 e 25 de novembro, em Santa Maria, no Salão do Júri do Foro Local. Já Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann, sócios da casa noturna, irão depor no Foro Central I de Porto Alegre nos dias 2 e 3 de dezembro. Todas as audiências estão marcadas para as 13h30.

A boate Kiss pegou fogo durante uma festa universitária, no Centro de Santa Maria. Após um artefato pirotécnico da banda Gurizada Fandangueira atingir o teto, o prédio pegou fogo. O incêndio causou a morte de 242 pessoas e deixou mais de 600 feridos. As responsabilidades são apuradas em seis processos judiciais.

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Além de marcar as datas dos interrogatórios dos réus, o juiz Ulysses Fonseca Louzada, que é o responsável pelo caso, também afastou a necessidade de reconstituição do acidente ocorrido no dia 27 de janeiro de 2013. Ele argumentou “não fazer reviver nas vítimas e envolvidos pela tragédia, o sofrimento gerado no dia do fato”. Também avaliou que dúvidas sobre provas no interior do local foram dirimidas na instrução criminal. Louzada levou em consideração fatores como o ‘lapso temporal e a insalubridade do local’.

Depois dos depoimentos, o juiz abrirá prazo para que acusação e defesas apresentem por escrito as alegações finais. Após isso, será decidido se os réus vão ou não a júri popular. As acusações são de homicídio qualificado por motivo torpe e emprego de fogo, asfixia ou outro meio insidioso ou cruel que possa resultar perigo comum.

O magistrado ainda deu prazo de dez dias para que a Associação dos Pais de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM) manifeste interesse em receber materiais das vítimas que estão no prédio atingido pela tragédia.

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