Justiça mantém na prisão ex-governador do Tocantins

Justiça mantém na prisão ex-governador do Tocantins

Após audiência de custódia em Palmas, Sandoval Cardoso (SD), alvo da Operação Ápia, vai permenecer na Casa de Prisão Provisória por suspeita de envolvimento com organização que desvfiou recursos do BNDES em obras de rodovias

Julia Affonso e Fausto Macedo

14 de outubro de 2016 | 19h12

sandoval

O ex-governador do Tocantins Sandoval Cardoso (SD) foi ouvido nesta sexta-feira, 14, em audiência de custódia na Justiça Federal e teve a prisão temporária mantida na Operação Ápia. Além de Sandoval, a Justiça ouviu desde as 9 horas outros 13 presos. Todos permaneceram custodiados e os pedidos de revogação das prisões foram negados.

A Operação Ápia investiga direcionamento de licitações e fraudes em contratos de obras de rodovias no Tocantins, envolvendo pelo menos 7 empreiteiras que receberam R$ 1,2 bilhão do BNDES. O desvio pode alcançar entre R$ 200 milhões e R$ 250 milhões, estimam os investigadores.

Após as audiências de custódia, todos os acusados retornaram para a Casa de Prisão Provisória de Palmas (CPP), onde continuarão cumprindo o prazo legal de cinco dias de reclusão. Outros dois acusados, que já estão sob custódia da Polícia Federal, também serão ouvidos pela Justiça Federal.

Outro ex-governador do Estado, Siqueira Campos (ex-PSDB), também é investigado – ele foi conduzido coercitivamente para depor na PF.
Sandoval Cardoso teve a prisão temporária decretada por cinco dias. O ex-governador apresentou-se à PF no início da noite de quinta-feira, 13. Durante cerca de três horas ele depôs, acompanhado de seu advogado.
“Eu não licitei nenhuma obra, eu executei”, disse Sandoval, segundo o Jornal do Tocantins, ainda na saída do Instituto Médico Legal de Palmas, onde passou por exames na quinta à noite.

Mais conteúdo sobre:

Operação ÁpiaSandoval Cardoso