Justiça manda dono de bar em Camboriú pagar R$ 10 mil a mulher que chamou de ‘chinelona’

Justiça manda dono de bar em Camboriú pagar R$ 10 mil a mulher que chamou de ‘chinelona’

Processo aponta que a jovem criticou o estabelecimento situado na praia da Brava, após ter sido impedida de consumir sob alegação de que o bar não atendia pessoas com caixa térmica

Redação

25 de abril de 2019 | 17h36

Praia da Brava. Foto: Google Streetview

O juiz Rodrigo Coelho Rodrigues, titular da 4.ª Vara Cível da Comarca de Balneário Camboriú (SC), determinou que o dono de um bar na praia da Brava, indenize em R$ 10 mil por dano moral uma jovem chamada de ‘chinelona’ nas redes sociais em 2016. De acordo com o processo, a mulher foi impedida de consumir no local sob alegação de que o bar não atendia pessoas com caixa térmica e, por isso, teria avaliado negativamente o estabelecimento.

As informações foram publicadas no site do Tribunal nesta quarta-feira, 24. Cabe recurso da decisão.

À Justiça, a jovem relatou que foi passar o dia na praia com as amigas e resolveu comer algo no bar. Segundo ela, o garçom teria negado o atendimento sob alegação de que não atendiam pessoas com caixa térmica.

A jovem, de acordo com o processo, usou as redes sociais para criticar o estabelecimento. O dono do bar, afirma, passou a difamar a mulher também pela internet: “xinelona (sic) que leva isopor para a praia”.

Foto: MARCOS MENDES/AE

Na decisão, o magistrado determinou que o estabelecimento e o proprietário paguem solidariamente ao R$ 10 mil a título de danos morais. O juiz determinou correção e incidência de juros legais de 1% ao mês, contados da data do fato, novembro de 2016.

“Ao veicular, comentar, emitir opinião e informação na rede social, tornou-se responsável pelas consequências da manifestação do seu pensamento, direito este que, apesar de constitucionalmente assegurado, não é ilimitado, possibilitando a condenação (…) pelos abusos eventualmente praticados”, registrou.

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