Justiça manda conduzir reitor e vice da UFMG

Justiça manda conduzir reitor e vice da UFMG

Dirigentes são investigado na Operação Esperança Equilibrista, que apura desvios de recursos da Federal de Minas Gerais

Fausto Macedo, Julia Affonso e Luiz Vassallo

06 Dezembro 2017 | 14h58

UFMG. Foto: Foca Pampulha

A juíza federal da 9ª Vara Criminal Federal, Raquel Vasconcelos Alves de Lima, em Belo Horizonte, mandou conduzir coercitivamente o reitor da Universidade Federal de Minas Gerais, Jaime Arturo Ramirez, e sua vice, Sandra Regina Goulart Almeida, na Operação Esperança Equilibrista. A ação foi deflagrada nesta quarta-feira6, pela Polícia Federal, com apoio da Controladoria-Geral da União e do Tribunal de Contas da União, contra desvios de recursos da Universidade para implantação do “Memorial da Anistia Política do Brasil”.

Segundo a decisão, ‘há indícios de que o atual Reitor, Jaime Arturo Ramirez, e a Vice-Reitora, Sandra Regina, tenham autorizado a exposição cientes das irregularidades’.

Em nota, a CGU informou que foram apurados, até o momento, desvios de mais de R$ 3,8 milhões de recursos vinculados ao projeto do memorial. Além disso, na execução e na prestação de contas da iniciativa, foram verificadas irregularidades, como: falsificação de documentos, pagamento de estágio a pessoas sem vínculo estudantil, desvio de valores para outras contas estranhas ao projeto, além de gastos não relacionados ao objeto da obra.

O projeto inicial do museu passou de R$ 5 milhões para quase R$ 30 milhões, sendo que o valor gasto até o momento é de quase R$ 20 milhões. A obra envolve construção, reforma de edifícios e produção de conteúdo da exposição, com vistas à preservação e difusão da memória política dos períodos de repressão.

Mais de 100 policiais federais e auditores da CGU e do TCU cumprem 11 mandados de busca e apreensão e 9 mandados de condução coercitiva. Há indícios dos crimes de peculato, falsidade ideológica e associação criminosa.

COM A PALAVRA, UFMG

Na manhã desta quarta-feira, 6 de dezembro, membros da comunidade universitária foram levados para prestar depoimento na sede da Polícia Federal, em Belo Horizonte, em inquérito policial.

Por se tratar de apuração que tramita em sigilo, a Universidade não pode se manifestar sobre os fatos que motivam a investigação em curso.

Entretanto, dada a transparência com que lida com as questões de natureza institucional, a UFMG torna público que contribuirá, como é sua tradição, para a correta, rápida e efetiva apuração do caso específico.

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