Sinal vermelho

Sinal vermelho

Associação dos Magistrados Brasileiros e Conselho Nacional de Justiça se unem com apoio do Instituto Mary Kay para conter o avanço da violência nos lares do país

Redação

18 de junho de 2020 | 04h00

Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, índice de feminicídios cresceu 22,2% nos primeiros meses do isolamento social por causa da pandemia. Chamadas para o número 180 tiveram aumento de 34% em comparação ao mesmo período do ano passado

Com o objetivo de incentivar as denúncias de violência doméstica, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) se uniram para lançar a campanha Sinal Vermelho, que visa o combate à violência doméstica. Ao desenhar um “X” vermelho na palma da mão, a vítima poderá mostrar, de forma discreta, para os profissionais de uma das 10 mil farmácias parceiras espalhadas pelo Brasil que necessita de ajuda e, assim, receber o auxílio necessário. 

Sinal Vermelho: campanha da Justiça visa o combate da violência contra a mulher. Foto: Divulgação

Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o índice de feminicídios cresceu após o início do isolamento social por causa do novo coronavírus. Nos meses de março e abril, o aumento foi de 22,2%. As chamadas para o número 180, por sua vez, tiveram um crescimento de 34% em comparação ao mesmo período do ano passado

A campanha tem o apoio do Instituto Mary Kay, projeto da marca mundial de cosméticos que tem como objetivo apoiar causas que combatem a violência contra a mulher. De acordo com o instituto, novas parcerias já estão sendo preparadas, além de novos projetos que lutam pela causa, ajudando as vítimas a romper o ciclo de violência doméstica com instrução, apoio, acolhimento, orientação jurídica e psicológica, e abrigo.

A iniciativa faz parte das ações realizadas em apoio ao combate à covid-19, como a doação para o Governo do Estado de São Paulo para a compra de dois respiradores e seus monitores, e a doação para a Fundação Oswaldo Cruz para a fabricação de cerca de 5 mil testes modernos para a detecção da doença.

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