Justiça decreta prisão preventiva do ‘fantasma da Calábria’

Justiça decreta prisão preventiva do ‘fantasma da Calábria’

Nicola Assissi e seu filho, Patrick, braços do tráfico de drogas da máfia italiana Ndrangheta já estavam presos para extradição por ordem do Supremo; nova decisão, do juiz federal de Santos Roberto da Silva Oliveira, se refere a flagrante de drogas, armas e dinheiro em sua residência no litoral de São Paulo

Luiz Vassallo e Fausto Macedo

09 de julho de 2019 | 22h46

O juiz federal de Santos, Roberto da Silva Oliveira, expediu mais um decreto de prisão preventiva contra Nicola Assissi, o ‘fantasma da Calábria’, e seu filho, Patrick. O mafioso italiano da Ndrangheta é alvo de dois mandados.

Um, proferido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin, para sua extradição ao país de origem; e outro em decorrência da apreensão de dinheiro, armas e drogas em sua residência na Praia Grande.

A PF apreendeu com os italianos R$ 770 mil, US$ 24,4 mil e mais 6,1 mil euros em dinheiro vivo, além de uma pistola calibre 40, duas calibre 380, 41 munições calibre 380, 14 aparelhos celulares, 1 telefone satelital, 3 notebooks, 1 Ipad, 1 impressora, HDs externos e pendrives, 1 modem portátil, 5 relógios de luxo, documentos falsos, cartões de crédito, 2 veículos e também 3,973 kg de pó branco, que seria cocaína.

Segundo a PF, ‘o grupo mafioso, baseado na região da Calábria, no sul de Itália, controla 40% dos envios globais de cocaína, sendo o principal esquema criminoso importador para a Europa’.

Assisi é considerado um dos maiores traficantes de drogas do mundo. Em 2016, o jornal Corriere Della Calabria publicou reportagem em que classificava como ‘o fantasma da Calábria que enche a Itália de cocaína’.

O superintendente da PF no Paraná, Luciano Flores, afirmou que ele é ‘um dos principais elos da máfia italiana Ndrangheta, e estava no Brasil há bastante tempo, ha duas décadas foragido’.

“Procurado pela Interpol, já residiu em outros países, como em Portugal, onde chegou a ser preso e fugiu. Passaportes falsos e e documentos falsos foram apreendidos na residência onde morava no litoral de São Paulo.”

Em razão dos aparatos de contrainteligência do italiano, Flores diz que foi necessária uma ‘operação bastante complexa’ para efetuar a prisão de Assisi e seu filho.

“O outro, filho do primeiro criminoso, ocupava ao menos três apartamentos na cobertura de prédio de alto padrão, no litoral paulista”, afirma a PF.

De acordo com a corporação, ‘ambos estavam foragidos desde de 2014, havendo notícia de que passaram por Portugal e Argentina, utilizando-se de nomes falsos’.

“A cobertura onde foram presos possuía sofisticado sistema de vigilância, com câmera dome 360 na área externa, o que possibilitava identificar todos as pessoas que acessavam o prédio”.

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