Justiça homologa segunda delação e manda soltar ‘DJ’, hacker de Moro e Deltan

Justiça homologa segunda delação e manda soltar ‘DJ’, hacker de Moro e Deltan

Gustavo Elias Santos estava preso desde a primeira fase da Operação Spoofing, em julho, e é acusado de integrar grupo que invadiu contas de autoridades do País; O DJ é o segundo a fechar acordo de colaboração premiada

Paulo Roberto Netto/SÃO PAULO e Breno Pires/BRASÍLIA

20 de dezembro de 2019 | 16h57

O juiz Vallisley de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, homologou acordo de delação premiada fechada entre o Ministério Público Federal e o DJ Gustavo Elias Santos, acusado de integrar o grupo de Walter Delgatti Neto, o ‘Vermelho’, que hackeou contas de autoridades do País, incluindo o ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) e o procurador da República Deltan Dallagnol.

Santos foi indiciado nesta quinta-feira, 19, pelos crimes de organização criminosa, invasão de dispositivo eletrônico e interceptação telefônica ilegal.

Delgatti Neto, Danilo Marques, Gustavo Elias Santos e Suellen Oliveira, presos na primeira fase da Operação Spoofing. FOTO: PF

Com base na homologação, a justiça federal expediu alvará de soltura para livrar Santos da prisão preventiva. Ele estava detido desde julho no âmbito da Operação Spoofing. Durante buscas em sua residência, a Polícia Federal localizou R$ 100 mil em espécie. A defesa alega que se trata de investimentos em bitcoin.

Santos nega ter participado das ações de Vermelho, afirmando que ter dito ao amigo não invadir os telefones das autoridades. A defesa apresentou troca de mensagens do DJ com Vermelho, no qual ele avisaria o colega: ‘Cuidado que você pode ter problema com isso’.

O amigo de Vermelho é o segundo acusado da Spoofing a fechar delação premiada. No dia 03 de dezembro, o juiz Vallisney Oliveira mandou soltar o estudante de direito Luiz Henrique Molição, que também firmou acordo de colaboração com a Procuradoria. Molição, no entanto, deverá utilizar tornozeleira eletrônica.

Antes da delação, em depoimento prestado no dia 25 de setembro, Molição detalhou à Polícia Federal os bastidores das invasões dos celulares de procuradores da Operação Lava Jato. Segundo o estudante de direito, ‘Vermelho’ tem um ‘perfil narcisista e sociopata’. Molição também detalhou como invadiu as contas de autoridades e fabricou uma mensagem a partir da conta da deputada federal Joice Hasselmann (PSL).

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