Justiça faz mutirão em hospitais de Goiás para aposentar idosos

Justiça faz mutirão em hospitais de Goiás para aposentar idosos

Pacientes estão impossibilitados de comparecer ao fórum para audiências

Redação

10 de março de 2015 | 03h00

Por Julia Affonso

Dois idosos, moradores da cidade de Bom Jardim, em Goiás, receberam a visita de dois juízes, na primeira semana de março, em dois hospitais. A Justiça foi ao encontro de ambos para que eles pudessem se aposentar.

Os pacientes estão impossibilitados de comparecer ao fórum local. As audiências foram realizadas no âmbito do Projeto Acelerar/Mutirão Previdenciário.

Foto: Aline Caetano

Joaquim conseguiu regularizar aposentadoria. Foto: Aline Caetano

Joaquim Pereira dos Santos, de 47 anos, tem problemas respiratórios e teve de ficar em observação no dia em que sua audiência seria realizada. Ele recebeu a visita do juiz Bruno Fonseca.

“Nunca juntei dinheiro e não pensava no futuro. Hoje eu vejo como isso me faz falta. Devia ter me organizado para não depender de um salário-mínimo”, disse. “Antes, quero cuidar da minha saúde para depois comprar um lugar para morar. Isso para mim já é o bastante.”

O município tem uma população estimada em 8.4 mil habitantes. Bom Jardim de Goiás fica a cerca de 360 quilômetros da capital Goiânia.

Sebastião durante o muritão da Justiça. Foto: Aline Caetano

Sebastião durante o mutirão da Justiça. Foto: Aline Caetano

Sebastião Pereira Campos, de 61 anos, teve sua audiência presidida pelo juiz Vinícius Abreu, no hospital. Ele cuida da mãe de 80 anos e é com a aposentadoria dela que os dois vivem.

“Não sabia que era assim. O juiz chegou aqui e me explicou tudo. Tinha visto esse povo (juiz) só pela televisão. Tô até me achando importante”, brincou.

Segundo o juiz Bruno Fonseca a forma como o Mutirão Previdenciário foi idealizado e pensado é mais uma ferramenta que proporciona maior acessibilidade à Justiça. “Com essa centralização das audiências conseguimos fazer um atendimento diferenciado e, inclusive favorecendo a imagem do Judiciário”, disse o juiz.

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