Justiça do Rio também pede para que Procuradoria e PF expliquem Cabral algemado

Justiça do Rio também pede para que Procuradoria e PF expliquem Cabral algemado

Assim como o juiz federal Sérgio Moro, de Curitiba, juíza Caroline Vieira, que substitui Bretas, pediu esclarecimentos aos investigadores a respeito dos motivos para ex-governador ser transferido para o Complexo Médico Penal de Pinhais com algemas

Constança Rezende/RIO

22 Janeiro 2018 | 16h31

Sérgio Cabral. 19/01/2018 – Foto: CASSIANO ROSÁRIO/FUTURA PRESS

A 7ª Vara Federal Criminal pediu ao Ministério Público Federal do Rio (MPF) e a Polícia Federal (PF) que investigue o uso de algemas nas mãos e correntes nos pés pelo ex-governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (MDB), em Curitiba. No ofício enviado aos dois órgãos nesta segunda-feira, 22, a juíza Caroline Vieira pede, “em caráter de urgência” que seja aberto um procedimento para apurar o caso.

+ PF diz que Cabral acorrentado e algemado segue ‘protocolo de segurança’

“Solicito a Vossa Senhoria que informe a este Juízo, em caráter de urgência, acerca das condições em que ocorreu a transferência do preso Sérgio de Oliveira Santos Cabral Filho para o estabelecimento penitenciário localizado no Estado do Paraná, em especial em relação à utilização de algemas e correntes, a fim de que este Juízo possa avaliar a configuração de possíveis excessos ou irregularidades durante o procedimento”, escreveu a juíza, que substitui o juiz Marcelo Bretas, que está de férias.

O juiz federal Sérgio Moro também intimou, nesta segunda-feira, a Polícia Federal a ‘esclarecer o ocorrido e os motivos da utilização das algemas nas mãos e pés’ do ex-governador, que foi levado algemado e acorrentado até o Instituto Médico-Legal de Curitiba.

Cabral foi transferido da cadeia de Benfica, no Rio, onde estava preso, para o Complexo Médico-Penal de Pinhais, região metropolitana da capital paranaense, por ordem judicial. O Ministério Público fluminense descobriu o que considerou luxos e regalias do ex-governador na prisão.

A defesa de Cabral enviou nota afirmando que “Sérgio Cabral está proibido de falar, com pés e mãos algemados. Esqueceram apenas de colocar o capuz e a corda. A defesa está indignada e estarrecida com tamanho espetáculo e crueldade”.