Justiça do Rio proíbe carreatas contra quarentena e impõe multa de R$ 50 mil

Justiça do Rio proíbe carreatas contra quarentena e impõe multa de R$ 50 mil

Manifestantes bolsonaristas pretendiam terminar ato na porta do Palácio Guanabara, onde protestariam contra o governador Wilson Witzel

Caio Sartori/RIO

28 de março de 2020 | 12h29

Liminar da Justiça do Rio proibiu a realização, na capital fluminense, de uma carreata que pediria o fim da quarentena no País. Uma multa de R$ 50 mil foi imposta aos organizadores do ato deste sábado caso eles prossigam com a ideia de seguir da Barra da Tijuca, na zona oeste, até o Palácio Guanabara, na zona sul, onde fica a sede do governo estadual – os manifestantes bolsonaristas têm como foco o governador Wilson Witzel e suas medidas de restrição de circulação.

O pedido para a proibição da carreata foi feito pelo Ministério Público do Rio, que também obteve liminares em Angra dos Reis, Volta Redonda e Barra Mansa. Nos municípios de Búzios, Cabo Frio, Arraial do Cabo, Macaé e Teresópolis, houve uma recomendação para que os atos não fossem feitos, mas sem expedição de liminar pela Justiça.

Manifestantes fazem carreata em Manaus contra o isolamento social preventivo ao coronavírus. Foto: Bruno Kelly / Reuters

A decisão sobre o caso da capital foi dada no plantão noturno desta sexta-feira, 27. Horas antes, manifestantes favoráveis à visão do presidente Jair Bolsonaro sobre o novo coronavírus tentaram fazer uma carreata que sairia da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). A baixa adesão, contudo, frustrou as expectativas dos organizadores.

A juíza plantonista entendeu que a restrição de aglomerações é necessária para ajudar a conter a propagação do vírus, e que os eventos marcados para o fim de semana iriam de encontro com as medidas adotadas pelo governo.

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