Justiça do Maranhão manda soltar 548 presos para a Páscoa

Justiça do Maranhão manda soltar 548 presos para a Páscoa

Decisão da 1.ª Vara de Execuções Penais de São Luís prevê que, 'enquanto estiverem fora, os detentos não bebam álcool, não compareçam a festas, não portem armas'...

Luiz Vassallo

11 de abril de 2017 | 08h00

Complexo Penitenciário de Pedrinhas, no Maranhão. FOTO: MÁRCIO FERNANDES/ESTADÃO

Complexo Penitenciário de Pedrinhas, no Maranhão. FOTO: MÁRCIO FERNANDES/ESTADÃO

A 1.ª Vara de Execuções Penais de São Luís autorizou a saída temporária de 548 presos das unidades penitenciárias da Ilha de São Luís, no Maranhão. Em despacho, a juíza Ana Maria Almeida Vieira permitiu que os detentos saiam nesta quarta-feira, 12, às 10 horas da manhã, e voltem na próxima terça, 18, às 18hs.

Segundo informações do Tribunal de Justiça do Maranhão, os beneficiados não podem sair do Estado, nem ‘frequentar festas bares e similares’. Outra exigência da juíza é que os presos ‘não portem armas, voltem para suas residências todos os dias, até às 20h, e não consumam bebidas alcoólicas’.

O cumprimento da medida judicial será feito pelas Secretarias estaduais de Administração Penitenciária, Segurança Pública e pelas Superintendências de Polícia Federal e Polícia Federal Rodoviária e pela Direção de Estabelecimentos Penais da Comarca de Ilha de São Luís.

A decisão que prevê a soltura dos presos para o feriado de Páscoa se embasa nos artigos 122 e 123 da Lei de Execução Penal.

De acordo com o artigo 122, “os condenados que cumprem pena em regime semiaberto poderão obter autorização para saída temporária do estabelecimento, sem vigilância direta, nos seguintes casos: Visita à família; Frequência a curso supletivo profissionalizante, bem como de instrução do 2º grau ou superior, na Comarca do Juízo da Execução; Participação em atividades que concorram para o retorno ao convívio social”

O artigo 123 prevê que a autorização para a soltura “será concedida por ato motivado do juiz responsável pela execução penal, ouvidos o Ministério Público e a administração penitenciária e dependerá da satisfação dos seguintes requisitos: Comportamento adequado; Cumprimento mínimo de 1/6 (um sexto) da pena, se o condenado for primário, e 1/4 (um quarto), se reincidente; Compatibilidade do benefício com os objetivos da pena”

Os dirigentes das Unidades prisionais de São Luís deverão comunicar o Tribunal de Justiça do Maranhão sobre o retorno dos presos até meio dia da quarta-feira, 19.

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