Justiça condena PM que assassinou mulher policial com tiro na cabeça enquanto ela dormia e enterrou corpo na praia

Justiça condena PM que assassinou mulher policial com tiro na cabeça enquanto ela dormia e enterrou corpo na praia

Em sessão do Tribunal do Júri de Itapema, em Santa Catarina, policial militar da reserva foi sentenciado a 20 anos de reclusão por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver

Redação

24 de fevereiro de 2020 | 14h00

Violência contra a mulher. Foto: Pixabay / ninocare

O Tribunal do Júri de Itapema, em Santa Catarina, condenou nesta quinta, 20, um policial militar da reserva que assassinou sua mulher, uma policial civil, com um tiro na cabeça, e depois enterrou o corpo na areia da praia de Taquaras, em Balneário Camboriú. Ele foi sentenciado a 20 anos de reclusão, inicialmente em regime fechado, por homicídio triplamente qualificado – feminicídio, motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima – e ocultação de cadáver.

O juiz Marcelo Trevisan Tambosi, da Vara Criminal de Itapema, que presidiu a sessão do júri que durou 14 horas, negou ao PM a possibilidade de recorrer da decisão em liberdade, por ele ter respondido ao processo preso preventivamente e diante da ameaça de que o homem ‘atente contra a própria vida, o que representa risco à aplicação da lei penal’. O processo tramitou em segredo de justiça.

As informações foram divulgadas pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

Segundo a denúncia do Ministério Público, o PM da reserva disparou contra a cabeça de sua mulher ‘motivado por ciúmes e sentimento de posse em relação à vítima’. O crime teria ocorrido dentro da residência do casal, enquanto a mulher dormia.

Segundo o MPF, após matar a moça, na madrugada do dia 6 de dezembro de 2017, o policial teria enterrado o corpo na areia da praia de Taquaras, em Balneário Camboriú.

O homem está preso desde 2017 no 12º Batalhão da Polícia Militar, em Balneário Camboriú e, com esta sentença, cumprirá pena em unidade prisional a ser definida.

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