Justiça condena pedófilo de 24 anos que nas redes fingia ser adolescente de 14

Justiça condena pedófilo de 24 anos que nas redes fingia ser adolescente de 14

E.R.R., que reside em Belo Horizonte, pegou quatro anos e nove meses de prisão por postar imagens e distribuir pornografia infantojuvenil na internet; ele enviava mensagens dando conselhos sobre sexualidade

Marina Dayrell

24 de fevereiro de 2019 | 12h00

Foto: Reprodução/Unsplash

A Justiça Federal de Minas condenou um homem a quatro anos e nove meses de prisão por postar imagens e distribuir conteúdo pornográfico infantojuvenil na internet. E.R.R., de 24 anos, é estudante de Direito e mora em Belo Horizonte. Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, ele compartilhou 152 arquivos de conteúdo pornográfico envolvendo crianças e adolescentes e ainda solicitou aos destinatários que enviassem o mesmo tipo de material em contrapartida.

Em seu computador, foram encontrados outros 197 arquivos (193 imagens e quatro vídeos) armazenados.

Os crimes foram descobertos após o réu acessar sites de origem estrangeira, especialmente um endereço eletrônico hospedado na Rússia, cujo monitoramento pelos investigadores indicou tratar-se de uma espécie de ‘ponto de encontro’ de pedófilos do mundo todo.

Segundo as investigações, os usuários da rede produziam e armazenavam fotos e vídeos de crianças, adolescentes e até mesmo de bebês com poucos meses de vida, muitos deles sendo abusados sexualmente por adultos, e os enviavam para contatos no Brasil e no exterior.

De acordo com a denúncia, as investigações apontaram que E.R.R. fingia ser um adolescente de 14 anos. Além dos materiais de pornografia infantil, o condenado enviava mensagens dando conselhos sobre sexualidade juvenil, o que, segundo os procuradores, indica que conversava com adolescentes.

A sentença aponta que o acusado é ‘pessoa que possui conhecimentos de informática, fazendo manobras engenhosas para garantia de sua impunidade’.

“Criava e-mails e perfis falsos em redes sociais, circunstâncias que dificultaram, imensamente, a investigação criminal. (…) Chega-se a esta conclusão pelos diversos tipos de aplicativos utilizados para troca e disponibilização de material ilícito. Nesse contexto, não é difícil imaginar que se utilizava de mecanismos de mascaramento de IPs, que indicam endereço eletrônico diferente do efetivamente utilizado pelo usuário.”

A decisão aponta que a Polícia Federal rastreou os IPs utilizados na rede e constatou que eles indicam endereços residenciais próximos entre si. “O acusado utilizava redes de internet abertas (sem necessidade de senha de acesso), pertencentes a terceiros desconhecidos, nas proximidades de sua residência”, destaca a sentença.

O Ministério Público Federal recorreu da sentença pedindo o aumento da pena.

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