Justiça condena mulher por falsificar passaporte

Justiça condena mulher por falsificar passaporte

Acusada queria trabalhar nos Estados Unidos e pagou US$ 13 mil a um falsário para alterar dados em documentos

Redação

16 de setembro de 2015 | 12h57

Foto: Divulgação

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Por Julia Affonso e Fausto Macedo

A Justiça Federal condenou uma mulher por adulteração de passaporte. O crime foi cometido em dezembro de 2008, quando ela pretendia trabalhar nos Estados Unidos. A juíza Luciana Jacó Braga, da 5ª Vara Federal de Guarulhos (SP), aplicou a pena de dois anos de reclusão, substituída por prestação pecuniária e de serviços, e pagamento de multa. A acusada poderá recorrer em liberdade.

As informações foram divulgadas pelo Núcleo de Comunicação Social da Justiça Federal de 1.º grau em São Paulo.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), M.V.M. e seu irmão embarcaram no dia 12 de dezembro de 2008 para a Costa Rica utilizando seus passaportes verdadeiros sem adulteração. Ao desembarcarem em território costarriquenho tentaram, sem sucesso, seguir para o México com a intenção de, posteriormente, seguirem para os EUA, apresentando passaportes adulterados.

A adulteração dos documentos foi confirmada em interrogatório, quando a acusada afirmou que adquiriu os passaportes com as informações falsas em Governador Valadares/MG, pagando 13 mil dólares a um falsário, conhecido como ‘Alemão’, para que modificasse os dados como nome e as respectivas fotografias em dois passaportes brasileiros. Ela declarou que foi impedida de embarcar para o México por não possuir o certificado de vacinação, tendo então o passaporte retido. Foi deportada e desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos.

“Ficou demonstrada a autoria do crime por parte da acusada que inclusive concorreu para a prática do delito de falsificação de documento público ao entregar a sua fotografia a terceiro para que a falsidade fosse perpetrada”, concluiu a juíza.

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