Justiça condena homem por ameaçar avô com pedaço de pau para exigir R$ 10

Justiça condena homem por ameaçar avô com pedaço de pau para exigir R$ 10

Desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo confirmam cinco anos de prisão a acusado de ir até a casa da vítima todas as noites, durante dezoito meses, para pegar dinheiro

Igor Moraes

21 de janeiro de 2019 | 14h23

Notas de reais. Foto: Marcos Santos/ USP Imagens

Os desembargadores da 4.ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo confirmaram condenação a cinco anos de prisão, em regime semiaberto, de Evandro Ricardo Costa Soares, acusado de ameaçar seu avô com pedaços de pau para exigir dinheiro.

Documento

De acordo com os autos, os casos aconteceram na cidade de Lins, a 430 km da capital paulista, entre maio de 2011 e novembro de 2012. Relatos apontam que Soares ia até a casa do avô todas as noites e, embriagado, o ameaçava para pegar a quantia de R$ 10.

Com medo, a vítima obedecia as ordens e entregava os valores, incluindo dinheiro que recebia do trabalho como jardineiro.

No processo, o avô contou que a situação já está resolvida e afirmou ter feito a denúncia apenas para ‘colocar medo’ no neto, que não o importunou mais desde então.

A decisão de ‘dar parte’ do familiar aconteceu quando a vítima teve de conter o agressor armado com um pedaço de pau. Na ocasião, o avô teria machucado a mão enquanto segurava o neto na janela de sua residência.

Além do avô, também testemunharam no processo vizinhos e a própria mãe de Evandro Ricardo Costa Soares, filha da vítima.

Para o relator do caso, desembargador Camilo Léllis, ‘a materialidade delitiva decorre do boletim de ocorrência, bem assim deflui da prova oral reunida. Igualmente certa a autoria’.

Sentenciado à revelia em primeira instância, Soares recorreu da decisão, mas teve a condenação confirmada pela 4.ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça por unanimidade.

COM A PALAVRA, A DEFESA

A reportagem busca contato com o advogado de Evandro Ricardo Costa Soares. O espaço está aberto para manifestação.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.