Justiça condena clínica de estética que escureceu rosto da cliente

Justiça condena clínica de estética que escureceu rosto da cliente

Mulher que queria clarear manchas por meio de peeling deverá ser indenizada em R$ 7,5 mil, segundo decisão unânime dos desembargadores da 14.ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo

Julia Affonso

23 Julho 2018 | 13h31

Foto ilustrativa: Reuters

A 14.ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo condenou uma clínica de estética a indenizar uma cliente em R$ 7,5 mil por problemas ocasionados após procedimento estético realizado em 2016. A cliente fez um peeling para clareamento de manchas, mas acabou sofrendo um escurecimento integral da face.

Na semana passada, o médico Dênis Furtado, o ‘Dr. Bumbum’, e a mãe, a médica Maria de Fátima, foram presos. Eles são acusados pela morte de Lilian Calixto, de 46 anos, que se submeteu a um procedimento estético com um polímero contraindicado, o PMMA. Outros dois envolvidos no atendimento já estavam presos.

Segundo o processo – Apelação nº 1086140-55.2016.8.26.0100 -, a mulher ‘não recebeu orientação e acompanhamento adequados’. Apesar de a cliente ter sido instruída a evitar o sol, de acordo com a Justiça, a dermatologista da Espaço Bella Forma Estetica, que fica em São Paulo, não indicou o protetor solar que deveria ser utilizado, sequer o fator de proteção. Isso fez com que a mulher usasse um produto que não era o mais adequado.

Para o desembargador Carlos Abrão, relator da apelação, ‘houve falha na prestação de serviço a ensejar devida reparação’. No voto, o magistrado afirmou que o acompanhamento da cliente aconteceu a distância, ‘por WhatsApp, por simples atendente a recomendar cremes, antialérgicos e analgésicos’.

Também participaram do julgamento os desembargadores Tavares de Almeida e Melo Colombi. A votação foi unânime.

COM A PALAVRA, A DEFESA

A reportagem não localizou contato de representante da clínica de estética e nem a defesa. O espaço está aberto para manifestação.

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