Justiça bloqueia R$ 158 mil de Eike e R$ 57 milhões de seu braço direito

Justiça bloqueia R$ 158 mil de Eike e R$ 57 milhões de seu braço direito

Congelamento de ativos do empresário e de Flávio Godinho, alvos da Operação Eficiência, foi decretado pela 7.ª Vara Federal do Rio a pedido da Procuradoria da República

Fabio Grellet, do Rio, Mateus Coutinho e Fausto Macedo

27 de janeiro de 2017 | 20h56

Eike Batista. FOTO: FABIO MOTTA/ESTADÃO

Eike Batista. FOTO: FABIO MOTTA/ESTADÃO

A Justiça Federal no Rio bloqueou R$ 158 mil em contas do empresário Eike Batista, caçado em todo o mundo pela Interpol, a Polícia Internacional. Nas contas de Flávio Godinho, vice-presidente de futebol do Flamengo e braço direito de Eike, o congelamento de ativos alcançou R$ 57 milhões.

Ao todo, o confisco alcançou R$ 67 milhões dos alvos da Operação Turbulência – além de Eike e Godinho, outros investigados tiveram valores congelados.

O bloqueio foi decretado pela 7.ª Vara Federal do Rio.

Eike e Godinho são alvos da Operação Eficiência, deflagrada nesta quinta-feira, 26, pela Polícia Federal e pela Procuradoria da República.

Eficiência é desdobramento da Lava Jato no Rio que mira também o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB).

Os investigadores sustentam que Eike pagou US$ 16,5 milhões em propinas para Cabral. Eike fugiu do País usando passaporte alemão. Ele teria ido para Nova York.

A Interpol incluiu o nome de Eike na difusão vermelha, a lista dos mais procurados em todo o mundo.

Fora do País, Eike estaria negociando, por meio de sua defesa, entregar-se à Polícia Federal. Um advogado do empresário tem mantido contatos com a PF.

É remota a possibilidade de o decreto de prisão contra Eike cair por meio de algum recurso ao próprio juiz que mandou prendê-lo – Marcelo Bretas, da 7. Vara Federal do Rio – ou mesmo em instâncias judiciais superiores. Por isso, ele pode optar por se apresentar aos investigadores da Operação Eficiência.

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