Justiça autoriza transferência emergencial de ‘Bonitão’, líder do PCC no Paraguai, para penitenciária federal

Justiça autoriza transferência emergencial de ‘Bonitão’, líder do PCC no Paraguai, para penitenciária federal

Decisão da Justiça Federal em Ponta Porã acolhe um pedido do Ministério Público Federal que destacou a 'proeminência' de Giovanni Barbosa da Silva entre os integrantes do PCC; segundo a Procuradoria, as especificações referentes ao local de custódia serão omitidas por questões de segurança

Redação

13 de janeiro de 2021 | 13h06

A Justiça Federal em Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, atendeu pedido do Ministério Público Federal e determinou a transferência emergencial de Giovanni Barbosa da Silva, vulgo “Bonitão do PCC” ou “Coringa”, para o sistema penitenciário federal. Giovanni é considerado um dos líderes PCC no Paraguai, ‘com fortes indícios de se tratar do líder principal’, segundo a Procuradoria.

‘Bonitão’ foi preso no dia 9 de janeiro em Pedro Juan Caballero, no Paraguay, portando um fuzil com dois carregadores. Enquanto ele estava sob custódia daquele país, um grupo de criminosos armados com fuzis tentou resgatar o preso atacando a sede da polícia paraguaia. O ataque durou cerca de meia hora e resultou na prisão de duas pessoas. No dia seguinte, 10 de janeiro, Giovanni foi entregue por policiais paraguaios às autoridades brasileiras na cidade paranaense de Foz do Iguaçu.

Ao pedir a transferência de ‘Bonitão’, o Ministério Público Federal destacou sua ‘proeminência’ entre os integrantes do PCC, além de frisar o histórico de tentativas de resgate dos líderes da facção. Segundo a Procuradoria, as especificações referentes ao local de custódia de Giovanni serão omitidas por questões de segurança.

O investigação sobre o envolvimento de Giovanni com o PCC é um desdobramento da Operação Exílio, aberta em 25 de junho de 2020, para cumprir nove mandados de busca e apreensão em Ponta Porã (MS) e um em São Bernardo do Campo (SP).

Segundo o MPF, a apreensão de armas, drogas, documentos e equipamentos eletrônicos ‘comprovou o envolvimento de Giovanni nos crimes de organização criminosa, tráfico internacional de drogas e tráfico internacional de armas, colocando-o no papel de uma das lideranças mais influentes do PCC na fronteira do Brasil com o Paraguai, provavelmente ocupando o posto de “Geral do Paraguai”’.

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