Justiça aceita denúncia contra 11 acusados de pagar propina no caso Alstom

Justiça aceita denúncia contra 11 acusados de pagar propina no caso Alstom

Mateus Coutinho

18 de fevereiro de 2014 | 13h28

Corrupção e lavagem de dinheiro teria ocorrido entre 1998 e 2003, durante os governos Covas e Alckmin;  dirigentes da Alstom e lobistas são acusados de pagar R$ 23,3 milhões em propina

por Fausto Macedo

A Justiça Federal em São Paulo aceitou denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal e decidiu abrir processo contra 11 acusados de envolvimento em um esquema de pagamento de propinas da multinacional francesa Alstom a agentes públicos de estatais de energia do governo paulista.

Os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro teriam ocorrido, segundo o MPF, entre 1998 e 2003, governos Mario Covas e Geraldo Alckmin, ambos do PSDB.

Dirigentes da Alstom e lobistas são acusados pela Promotoria de pagar R$ 23,3 milhões de propina, em valores atualizados, para conseguir aditivar um contrato para fornecimento de equipamentos para três subestações de energias do Estado.

O contrato foi firmado pela Eletropaulo em 1983, mas seu décimo aditivo, conhecido como Gisel, ocorreu em 1998, ocorreu quando o contrato já estava sob responsabilidade da Empresa Paulista de Transmissão de Energia (EPTE). É no âmbito desse aditivo que a Alstom é acusada de pagar propina.

Dois ex-diretores da EPTE agora são réus no processo: José Sidnei Colombo Martino, ex-presidente da estatal e atual prefeito da cidade universitária da USP, e Celso Sebastião Cerchiari, ex-diretor de operações da EPTE a atual diretor da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (Cteep), concessionária privada que transmite 80% da energia consumida no Estado de São Paulo atualmente.

Confira a íntegra da decisão

 

Os procuradores Rodrigo de Grandis e Andrey Borges de Mendonça haviam denunciado 12 pessoas, mas o juiz Marcelo Cavali entendeu ter havido prescrição para um dos acusados, Jean Marie Lannelongue, que teria usado uma consultoria fictícia para repassar o dinheiro dinheiro da Alstom para agentes públicos.

Além de Colombo e Cerchiari viraram réus Thierry Charles Lopes de Arias e Daniel Huet, ambos da Alstom; Jonio Foigel, ex-diretor da Cegelec (empresa que participava do consórcio com a Alstom); os lobistas Sabino Indelicato, Cláudio Luiz Petrechen Mendes e Jorge Fagali Neto; e os donos de consultoria Jean Pierre Courtadon, Romeu Pinto Junior, José Geraldo Villas Boas.

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