Justiça absolve, em segundo julgamento, pai acusado de matar o próprio filho de 4 anos trancado na máquina de lavar roupa

Justiça absolve, em segundo julgamento, pai acusado de matar o próprio filho de 4 anos trancado na máquina de lavar roupa

Tribunal do Júri em Foz do Iguaçu, Oeste do Paraná, acolhe tese da Promotoria que levou em conta vídeos de acidentes domésticos e de uma criança com idade e tamanho semelhante entrando e trancando-se em equipamento de mesmo porte

Pepita Ortega e Paulo Roberto Netto

27 de fevereiro de 2020 | 15h12

A Justiça absolveu, em segundo julgamento, um homem acusado da morte do próprio filho. A nova sentença foi dada pelo Tribunal do Júri de Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná. O Conselho de Sentença acatou tese defendida pela 13.ª Promotoria de Justiça. O caso ocorreu em dezembro de 2011.

O homem havia sido acusado de ter colocado o filho, então com 4 anos e 10 meses de idade, dentro da máquina de lavar roupa de sua casa. O menino morreu por asfixia. O suposto crime teria sido cometido por represália – a criança teria causado a morte do gato da família. A perícia comprovou afogamento do animal.

Condenação anterior – O pai sempre negou a acusação e afirmava ter encontrado o filho trancado dentro da máquina de lavar roupa.

Em um primeiro júri, realizado em 2017, o réu foi condenado a 18 anos de reclusão.

Foto: Pixabay

Após recurso da defesa, o julgamento foi anulado pela 1.ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná, ‘por ter a condenação baseado-se unicamente em perícia feita no eletrodoméstico, a partir da qual concluiu-se não ser possível uma criança de 10 quilos e pouco mais de 1 metro de altura trancar-se sozinha no aparelho’.

Novas provas – No segundo julgamento, realizado no dia 20 e divulgado nesta quinta, 27, foram levados em conta pela Promotoria de Justiça vídeos, adicionados aos autos pela defesa, de acidentes domésticos e de uma criança com idade e tamanho semelhante entrando e trancando-se em máquina de mesmo porte.

Também foram ouvidas testemunhas que estavam com o acusado em sua empresa – uma loja de material de construção – quando o mesmo saiu à procura do filho e, pouco tempo depois, retornou com o menino nos braços, afirmando tê-lo encontrado desfalecido, dentro da máquina de lavar.

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