Justiça abre ação também contra executivos da Galvão Engenharia

É a terceira ação penal contra empreiteiras do cartel na Petrobrás

Redação

15 de dezembro de 2014 | 23h29

Por Fábio Fabrini

A Justiça Federal aceitou nesta segunda feira, 15, denúncia contra quatro executivos da empreiteira Galvão Engenharia por envolvimento no esquema de formação de cartel e corrupção na Petrobrás. Jean Alberto Luscher, diretor-presidente da Galvão, Erton Medeiros Fonseca, diretor-presidente da Divisão de Engenharia Industrial, Eduardo de Queiroz Galvão, que preside o Conselho de Administração do Grupo Galvão, e Dario de Queiroz Galvão filho, presidente do Grupo Galvão, vão responder por corrupção ativa e formação de quadrilha.

Em seu despacho, o juiz Sérgio Moro também torna réus o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa, por corrupção passiva, além do doleiro Alberto Youssef e um de seus funcionários, Waldomiro de Oliveira, por lavagem de dinheiro. Segundo Moro, há indícios de que os executivos pagaram propina de 1% sobre o valor de contratos e aditivos de obras a Paulo Roberto, prática que teria continuado mesmo após a saída dele do cargo, em abril de 2012. Parte do valor pago como suborno, pontuou Moro, teria sido lavado por meio de depósitos em contas controladas por Youssef ou por meio da simulação de contratos fictícios de prestação de serviços.

“No conjunto de fatos delitivos, há crimes de evasão fraudulenta de divisas, sonegação de tributos federais, além de indícios da transnacionalidade do crime de corrupção e de lavagem de dinheiro, ilustrada pela remessa ao exterior de valores lavados, e até mesmo o pagamento de propina em contas secretas na Suíça”, escreveu Moro.

O juiz destaca que Erton Medeiros é citado pelos “criminosos colaboradores” , que aceitaram fazer delação premiada, como um o principal integrante do esquema na empreiteira. Em depoimento à Polícia Federal, o executivo disse ter sido vítima de extorsão.

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