Justiça abre ação penal contra Agnello, Arruda e ex-assessor de Temer por desvios no Mané

Justiça abre ação penal contra Agnello, Arruda e ex-assessor de Temer por desvios no Mané

Ex-governadores do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), José Roberto Arruda (PR) e Nelson Tadeu Filippelli (MDB) são acusados de de envolvimento no suposto superfaturamento das obras do estádio para a Copa 2014, segundo a Operação Panatenaico

Fábio Serapião, Luiz Vassallo e Fausto Macedo

25 de abril de 2018 | 18h32

Agnelo Queiroz e seu então vice-governador do DF, Tadeu Filippelli, em 2012. Foto: Beto Barata/AE

O ex-assessor do presidente Michel Temer Nelson Tadeu Filippelli, os ex-governadores do Distrito Federal, José Roberto Arruda (PR) e Agnelo Queiroz (PT), e outros alvos da Operação Panatenaico, que mira desvios das obras do Mané Garrincha estão no banco dos réus, por decisão decisão da juíza da 12ª Vara Federal de Brasília Pollyanna Kelly Maciel Medeiros Martins Alves.

Documento

Documento

Documento

As investigações sobre os acusados foram separadas e, por isso, em três decisões diferentes, a magistrada recebeu as denúncias.

A reconstrução do antigo Mané Garrincha foi estimada inicialmente em R$ 690 milhões, mas acabou custando cerca de R$ 1,5 bilhão, o que fez com que o estádio se tornasse o mais caro entre os 12 que receberam os jogos da Copa do Mundo de 2014. O Ministério Público Federal afirma que o dinheiro saiu dos cofres da Terracap, empresa pública do Governo do Distrito Federal, cujo capital é formado da seguinte forma: 51% do GDF e 49% da União.

“Estão presentes as condições da ação. Verifico que a denúncia atende aos requisitos contidos no artigo 41 do Código de Processo Penal, descreve de modo claro e objetivo os fatos imputados aos denunciados, não se tratando de hipótese de indeferimento liminar da denúncia”, anotou a juíza.

COM A PALAVRA, O ADVOGADO ALEXANDRE QUEIROZ, QUE DEFENDE FILLIPELLI

Até agora Filipelli tem sido acusado sem saber o conteúdo do processo. Esperamos, agora, na justiça, ter a oportunidade de esclarecer todos os pontos e provar sua inocência

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.