Justiça abre ação contra Beto Richa por propinas de R$ 7,5 mi em licitação de rodovia

Justiça abre ação contra Beto Richa por propinas de R$ 7,5 mi em licitação de rodovia

Paulo Sérgio Ribeiro, da 23.ª Vara Federal de Curitiba, aceitou nesta segunda, 1, denúncia do Ministério Público Federal contra o ex-governador do Paraná e outros seis acusados no âmbito da Operação Piloto

Pepita Ortega

02 de julho de 2019 | 11h29

Beto Richa é candidato ao Senado pelo PSDB. Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

Beto Richa é candidato ao Senado pelo PSDB. Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

A Justiça Federal no Paraná aceitou nesta segunda, 1, denúncia do Ministério Público Federal contra o ex-governador Beto Richa (PSDB), seu irmão e ex-secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, ‘Pepe Richa’, seu primo, Luiz Abi Antoun, o ex-secretário de cerimonial Ezequias Moreira, o contador Dirceu Pupo Moreira e os executivos da Tucumann Engenharia Rafael Gluck e José Maria Ribas Mueller.

Documento

Os sete são acusados de terem cometido crimes de corrupção ativa e passiva, fraude licitatória e lavagem de dinheiro, relacionadas à licitação para Parceria Público Privada para exploração e duplicação da PR-323, que liga Maringá a Francisco Alves, no noroeste do Paraná.

A decisão é do juiz Paulo Sérgio Ribeiro, da 23.ª Vara Federal de Curitiba. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público Federal no início de junho, no âmbito da ‘Operação Piloto’, deflagrada em setembro de 2018.

Documento

De acordo com a Procuradoria, Richa, Ezequias e ‘Pepe’, em conluio com Rafael Gluck e José Maria Ribas Mueller, fraudaram a licitação em favor do Consórcio Rota das Fronteiras, composto, entre outras, pela empresa Tucumann Engenharia e pela Odebrecht.

De acordo com o Ministério Público Federal, ‘para garantir o favorecimento do consórcio, o grupo criminoso integrado pelo ex-governador recebeu vantagens indevidas de cerca de R$ 7,5 milhões’.

Para garantir que o Consórcio Rota das Fronteiras vencesse a licitação, ‘executivos da Odebrecht ofereceram pelo menos R$ 4 milhões a Denilson Roldo, no interesse de Beto Richa, Pepe Richa e Ezequias Moreira’, indicou a Procuradoria. De acordo com a denúncia, Dirceu Pupo Moreira e Luiz Abi Antoun teriam atuado como intermediários.

Segundo a Lava Jato Beto Richa recebeu ainda R$ 3,4 milhões de Rafael Gluck e de José Maria Ribas Mueller, executivos da Tucumann Engenharia, por meio de cotas de um imóvel em valor subfaturado.

As prisões de Beto Richa

Em menos de um ano, entre 2018 e 2019, o Beto Richa foi preso três vezes, alvo da Procuradoria da República e do Ministério Público do Estado do Paraná. Em março passado, o ex-governador foi capturado na fase 4 da Operação Quadro Negro, por supostos desvios de R$ 22 milhões de escolas.

Richa havia sido detido também na Operação Radiopatrulha e na Operação Integração, desdobramento da Lava Jato na Justiça Federal. Em todas as vezes ele ganhou liberdade por conta de decisões judiciais.

COM A PALAVRA, A DEFESA DE BETO RICHA

“Defesa reafirma que seu cliente não cometeu nenhuma irregularidade, e que sempre esteve à disposição para prestar esclarecimentos. Reiterando assim, a inocência do ex-governador e a confiança no Poder Judiciário”

COM A PALAVRA, A TUCUMANN ENGENHARIA

A reportagem tenta contato com a Tucumann. O espaço está aberto para manifestação (pepita.ortega@estadao.com e luiz vassallo@estadao.com)

COM A PALAVRA, OS OUTROS REÚS

A reportagem busca contato com todos réus da ação penal. O espaço está aberto para manifestações (pepita.ortega@estadao.com e luiz vassallo@estadao.com).

Tudo o que sabemos sobre:

Beto Richa

Tendências: