Justiça abre ação contra 22 da Laços de Família por tráfico internacional

Decisão acolhe denúncia da Procuradoria da República em Mato Grosso do Sul, que apontou 'evidências suficientes' de associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e posse ilegal de armas de fogo

Redação

01 Setembro 2018 | 08h30

O Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul denunciou 22 acusados de integrar grupo criminoso organizado para o tráfico internacional de drogas, que atuava a partir de Mundo Novo (MS). A Procuradoria sustenta que há ‘evidências suficientes de tráfico transnacional de drogas, associação para o tráfico, lavagem de capitais e crime de posse ilegal de armas de fogo’.

Na denúncia, o Ministério Público Federal pede o confisco de bens adquiridos com os lucros do tráfico, o que engloba imóveis, embarcações, helicópteros, dezenas de veículos, joias de luxo e dinheiro em espécie (‘centenas de milhares’) apreendidos com os suspeitos, além de outros créditos e direitos sequestrados em contas bancárias e em investimentos financeiros.

As informações foram divulgadas pela Procuradoria em Mato Grosso do Sul – Referência processual na Justiça Federal de Campo Grande: 0000570.13.2017.4.03-6000.

A denúncia tem como base fatos identificados na investigação batizada ‘Operação Laços de Família’, conduzida por equipe da Polícia Federal em Naviraí (MS).

A base de operação do grupo criminoso era a cidade de Mundo Novo, que faz fronteira com o Paraguai.
Grandes carregamentos de drogas do grupo foram remetidos a diversos pontos do País, em especial na região Nordeste.

O gosto pela ostentação foi um dos pontos que mais chamou a atenção da equipe policial.

Um dos acusados, segundo o Ministério Público Federal, circulava a bordo de veículos de luxo de marcas famosas como Ferrari, Mercedes, Land Rover e Dodge Ram, ‘além de desfrutar de um padrão de vida incompatível, que se traduzia em viagens internacionais e festas caras’.

Como estratégia para lavagem do dinheiro de origem ilícita, foram identificados atos de dissimulação de origem e de ocultação de propriedade de bens, valores e direitos, destaca a Procuradoria, na acusação aos 22 recebida pela Justiça Federal.

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