Júri absolve mulher que matou ex-companheiro no ‘Bar da Cris’

Júri absolve mulher que matou ex-companheiro no ‘Bar da Cris’

Genici de Lima esfaqueou Paulo Alves Filho após uma briga em um beco; defesa técnica alegou legítima defesa

Pedro Prata

12 de novembro de 2019 | 14h09

Genici Santos de Lima foi absolvida pelo júri popular de Águas Lindas de Goiás – 212 mil habitantes a 148 km de Goiânia -, de ter matado o ex-companheiro Paulo Afonso Alves Filho a facadas. O crime ocorreu no ‘Bar da Cris‘ em 10 de março de 2016.

Júri reconheceu a materialidade e a autoria do crime, mas absolveu a mulher. Foto: TJ-GO/Divulgação

A defesa sustentou a tese de legítima defesa, requerendo a absolvição de Genici.

Também pediu diminuição de pena e afastamento da qualificadora.

Em votação do júri popular, a materialidade do crime foi reconhecida, assim como a autoria, mas a ré foi absolvida.

O casal era conhecido por desentendimentos e ofensas em público, apurou a Promotoria. No dia do assassinato, Genici e Paulo tiveram uma briga em um beco.

Na ocasião, Paulo deu um soco no rosto de Genici, que devolveu as agressões. Em seguida, Paulo foi até o bar e estava ‘visivelmente drogado’, escreveu a promotora de Justiça Lorena Mendes. “Estava cheirando substância entorpecente conhecida como ‘Loló’”.

Dois adolescentes foram até lá para ‘prestar contas’ com Paulo.

A dona do bar, Liliam Maria Oliveira de Sousa, viu que um deles estava armado com uma faca e mandou que eles fossem embora. Disse também para que ‘não se metessem em briga de casal’.

Paulo, que estava escondido dentro do bar, saiu para a rua. Foi quando Genici apareceu e ‘desferiu algumas facadas’ na região do pulmão esquerdo da vítima.

“Cara, você fez isso comigo?”, teria dito Paulo, segundo testemunhas. Ele foi socorrido, mas morreu no hospital.

Genici foi encontrada pela Polícia na casa de uma amiga e confessou o crime.

Na denúncia, a Promotoria de Água Lindas de Goiás considerou que ‘Paulo se encontrava totalmente indefeso e drogado’ e pediu pela prisão preventiva de Genici, uma vez que ela teria ameaçado testemunhas.

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