Juízes reagem à Lava Jato e dizem não admitir ‘parcialidade’ da Justiça Eleitoral

Em nota pública, presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros, Jayme de Oliveira, declara que 'o combate à corrupção é compromisso de todos os juízes'

Luiz Vassallo

13 de março de 2019 | 18h56

O presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros, Jayme de Oliveira, reagiu nesta quarta-feira, 13, por meio de nota, às declarações de procuradores da força-tarefa da Lava Jato sobre a possível ‘destruição’ das investigações caso o Supremo decida que crimes comuns conexos com eleitorais devem ser julgados pela Justiça Eleitoral. Ele afirmou ser ‘inadmissível que se levante parcialidade ou dúvida de qualquer ramo do Poder Judiciário’.

Nesta quarta-feira, o Supremo Tribunal Federal julga a possibilidade de crimes comuns conexos com eleitorais serem remetidos somente à Justiça Eleitoral. Caso a Corte assim decida, procuradores da força-tarefa afirmam que será a ‘destruição’ da Lava Jato. Até 18h53 desta quarta-feira, 13, os ministros Alexandre de Moraes e Marco Aurélio Mello se manifestaram pela remessa à Justiça Eleitoral.

Oliveira afirma que a ‘magistratura brasileira é composta de mais de 18 mil juízes e todos eles agem com absoluta imparcialidade e independência’.

“Inadmissível que se levante parcialidade ou dúvida de qualquer ramo do Poder Judiciário, em especial da Justiça Eleitoral, reconhecidamente a mais eficiente do Brasil, integrada por juízes qualificados, preparados, independentes e responsáveis”, afirmou o presidente da AMB.

“Qualquer que seja a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) a sociedade pode estar certa e segura de que os processos serão julgados com isenção e independência e sem prejuízo ao combate à corrupção”, afirma.

“Aliás, o combate à corrupção, no que respeita ao Judiciário, é compromisso de todos os juízes que, diga-se, têm cumprido de maneira exitosa, em todos os recantos do Brasil, os compromissos constitucionais e legais”, conclui.

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