Cada juiz custa R$ 46 mil ao mês, aponta Justiça em Números

Cada juiz custa R$ 46 mil ao mês, aponta Justiça em Números

Relatório divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça indica que despesas totais do Judiciário, em 2015, chegaram a quase R$ 80 bilhões

Julia Affonso, Mateus Coutinho e Fausto Macedo

17 de outubro de 2016 | 18h41

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O relatório Justiça em Números, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), divulgado nesta segunda-feira, 17, aponta que cada juiz brasileiro custa R$ 46 mil ao mês. Em 2015, as despesas totais do Poder Judiciário chegaram a R$ 79,2 bilhões, um crescimento de 4,7% e, considerando o quinquênio 2011 2015, um crescimento médio na ordem de 3,8% ao ano.

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“A despesa média mensal do Poder Judiciário foi de aproximadamente R$ 46 mil por magistrado, R$ 12 mil por servidor, R$ 3,4 mil por terceirizado e de R$ 774 por estagiário, no ano de 2015”, indicam os dados do anuário do CNJ. “É oportuno esclarecer que, nestes valores estão computados benefícios e despesas em caráter indenizatório, tais como diárias, passagens, auxílio moradia, entre outros, e por isso, há algumas diferenças entre os segmentos de justiça custeados pela União, nos quais os vencimentos são iguais.”

As despesas com recursos humanos representam 89% dos gastos do Poder Judiciário. Pela primeira vez no Relatório Justiça em Números, os gastos foram desagregados entre magistrados e servidores.

“95% dos gastos destinam se ao custeio de magistrados e servidores ativos e inativos (incluindo remuneração, proventos, pensões, encargos, benefícios e outras despesas indenizatórias), 4,1% a gastos com terceirizados e 0,85% com estagiários. A despesa com recursos humanos tem subido em proporções menores do que a despesa total da justiça, o que fez com que a relação percentual entre elas sofresse sutis retrações ao longo da série histórica”, aponta o relatório.

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