Juíza manda Gol pagar hotel por 30 dias e ajudar tutores a buscar cadelinha ‘Pandora’, que sumiu em Cumbica

Juíza manda Gol pagar hotel por 30 dias e ajudar tutores a buscar cadelinha ‘Pandora’, que sumiu em Cumbica

Fabiana Feher Recasens, da vara do plantão judiciário de São Paulo, também determinou determinou que o Aeroporto de Guarulhos autorize a entrada dos tutores da cadelina na área interna do aeroporto para que continuem as buscas pelo animalzinho desaparecido desde 15 de dezembro

Redação

07 de janeiro de 2022 | 13h29

Atualizada às 13h54*

A juíza Fabiana Feher Recasens, da vara do plantão judiciário de São Paulo, determinou que a companhia aérea Gol pague pela estadia dos tutores da cadelinha Pandora, para que eles possam continuar a busca pelo animal de estimação se perdeu no aeroporto de Guarulhos no dia 15 de dezembro. Recasens também ordenou que a Gol contrate o serviço para buscar a cachorrinha por mais dez dias, para auxiliar na procura por Pandora.

A magistrada considerou que ainda há esperanças da localização da cachorrinha e assim mandou a Gol providenciar um local na região do Aeroporto de Guarulhos para que os tutores permaneçam por mais 30 dias à procura de Pandora, além de arcar com as despesas de alimentação.

Documento

O despacho dado nesta quarta-feira, 5, ainda determinou que o Aeroporto de Guarulhos autorize a entrada dos tutores da cadelina e da equipe contratada para auxiliar nas buscas na área interna do aeroporto, bem como toda a extensão interna do terminal.

O aeroporto ainda deverá apresentar as filmagens internas desde o dia 15 de dezembro, data do desaparecimento de Pandora, para que os tutores possam tentar identificar o caminho percorrido pelo animal, facilitando sua localização.

Pandora sumiu durante a realização da conexão de um voo que partiu de Recife, em Pernambuco, e tinha como destino Navegantes, em Santa Catarina.

Na petição apresentada à Justiça paulista, os tutores informaram que, em São Paulo, onde fizeram a escala, tomaram conhecimento que a cachorrinha havia escapado de sua caixa transportadora e se perdido do aeroporto.

COM A PALAVRA, A GOL

A GOL se solidariza com o sofrimento do tutor da Pandora. Entendemos a dor de alguém que se
vê subitamente separado de seu animal de estimação e sabemos que os laços de afeto que
desenvolvemos com os pets são algo extremamente importante em nossas vidas. Assim,
lamentamos profundamente o incidente ocorrido, no qual a cachorrinha Pandora escapou da
caixa de transporte durante a conexão entre dois voos. Imediatamente após a constatação deste
triste episódio, passamos a empreender uma série de medidas para, ao mesmo tempo, amparar
e reduzir o sofrimento do tutor do animal, além de acionar diferentes meios para tentar
localizar o paradeiro da Pandora.

Toda a estrutura de hospedagem, alimentação e transporte necessárias para acomodar o
Cliente e sua acompanhante, próximos ao local do incidente e assim facilitar as buscas, foi
providenciada e custeada pela Companhia desde 15 de dezembro de 2021 e, em função de uma
determinação judicial permanecerá assim por mais 30 dias, contados a partir de 5 de janeiro.
Adicionalmente, apesar de declinada pelo Cliente e sua acompanhante, foi disponibilizada a
ambos assistência psicológica profissional.

Em paralelo, a GOL contratou duas empresas especializadas no rastreamento profissional de
cães e outros pets desaparecidos. A primeira delas foi a “Busca Pet” – http://busca.pet/, que
conta com cães farejadores e que atuou incansavelmente desde o primeiro dia até quando foi
possível seguir os rastros que poderiam levar à localização da Pandora (conforme relatou a
própria empresa, depois de alguns dias os rastros foram apagados pelas fortes chuvas). A Busca
Pet está mantida em sobreaviso caso surja qualquer nova pista que possibilite que os serviços
possam ser retomados.

A segunda empresa acionada foi a “Alerta Pet”, que presta serviços de divulgação de casos de
cães perdidos e cuja contratação segue mantida pela GOL até o final de janeiro. Foi feita a
afixação de cartazes ao longo da área em que Pandora poderia ter escapado, bem como nas
redes sociais, em páginas de busca de pets e por anúncios feitos por geolocalização para
Guarulhos e região. Além do auxílio profissional e especializado, a GOL também tem mobilizado
voluntários da própria Companhia nessa busca.

Face a este infeliz incidente, a GOL se mantém aberta a tratativas com o tutor da Pandora
quando ele assim desejar, e se coloca totalmente à disposição para apoiar iniciativas adicionais
que efetivamente possam ajudar a encontrar a cachorra além de buscar reparar materialmente
e moralmente o dano causado.

A Companhia mantém um grupo de trabalho permanente, dedicado a participar de estudos e
fóruns que possam resultar em melhorias contínuas de processos, normas e protocolos. Nos
comprometemos a, à luz desse triste caso, revisar todas as etapas que envolvem o transporte
anual de cerca de 200 mil pets a fim de aprimorá-lo, evitando que situações como essa jamais
possam voltar a acontecer.

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