Juíza dá preventiva a ‘naturopata’ de Minas por vender ‘Imunotex Plus’ como cura para o coronavírus e câncer

Juíza dá preventiva a ‘naturopata’ de Minas por vender ‘Imunotex Plus’ como cura para o coronavírus e câncer

Luciana Mara de Faria, da comarca de Ipanema, no interior de Minas Gerais, converteu a prisão em flagrante de Lucimar Gonçalves Rodrigues, que responde por falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais

Redação

25 de março de 2020 | 14h23

O Imunotex Plus. Foto: Polícia Civil

A juíza Luciana Mara de Faria, de Ipanema, município do interior de Minas Gerais, converteu em preventiva a prisão de Lucimar Gonçalves Rodrigues, 38, acusado de vender ‘Imunotex Plus’ com promessa de cura da Covid-19 e de outras doenças, incluindo o câncer. A decisão foi proferida nesta terça, 24, e a conduta de Lucimar foi enquadrada como ‘falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais’.

Ainda não existe tratamento ou medicação comprovadamente eficaz no combate ou prevenção da doença causada pelo novo coronavírus, apontam a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde.

Após ser detido em flagrante nesta segunda, 23, Lucimar admitiu a venda do medicamento e se auto intitulou como ‘naturopata’, diz a Polícia Civil.

As informações foram divulgadas pelo Tribunal de Justiça de Minas.

Segundo a Corte mineira, Lucimar vendia clandestinamente o suposto medicamento há meses e com a disseminação do novo coronavírus as vendas aumentaram. Segundo ele, o ‘Imunotex Plus’ é feito de produtos naturais extraídos da planta gerânio.

O ‘remédio’ era comercializado por meio de anúncios em sites e jornais da região, e entregue pelos Correios. Cada frasco custava R$30.

Após denúncias anônimas, a Polícia Civil de Ipanema foi até o endereço do ‘naturopata’, no centro da cidade, e o prendeu em flagrante com várias amostras do ‘Imunotex Plus’.

Os agentes identificaram a venda de três frascos em Ipanema, a Polícia indica que a maior parte da comercialização era realizada pela internet. Ainda não se sabe a quantidade exata de frascos vendidos e entregues pelos Correios para clientes de todo o país.

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