Juíza condena homem a sete anos de prisão por extorquir mulher para não divulgar vídeos de relação sexual

Juíza condena homem a sete anos de prisão por extorquir mulher para não divulgar vídeos de relação sexual

Larissa Corrêa Guarezi Zenatti Gallina , da vara criminal de Vale do Itajaí, sentenciou o homem de 38 anos pelos crimes de extorsão e de violência sexual mediante fraude; segundo a denúncia, após relação sexual consentida, ele começou a ameaçar a vítima dizendo que tinha gravado as relações, que as mesmas viriam à público e que 'todo mundo iria saber quem ela era'

Redação

29 de outubro de 2020 | 12h29

Violência contra a mulher. Foto: Pixabay / ninocare

A juíza Larissa Corrêa Guarezi Zenatti Gallina , da vara criminal de Vale do Itajaí, condenou um homem a sete anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, pelos crimes de extorsão e de violência sexual mediante fraude, na forma continuada, em razão de ter extorquido uma mulher mediante ameaça de divulgação de vídeo de uma relação sexual. Segundo o Ministério Público, a mulher conheceu o acusado em janeiro de 2014. Após relação sexual consentida, o homem de 38 anos disse à vítima que ‘havia sido contratado para destruir a sua vida’ e que tudo fora gravado por uma terceira pessoa.

A denúncia indica ainda que a mulher começou a receber ameaças através de mensagens de texto, em que o acusado afirmava que as gravações viriam a público e ‘todo mundo iria saber quem ela era’. Diante da extorsão, a moça fez saques de R$ 2.290 e repassou o montante ao acusado. Além disso, ela foi obrigada pelo homem a manter uma nova relação sexual com ele com intuito de ser outra vez gravada.

As informações foram divulgadas pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

Em sua decisão, a juíza substituta Larissa Corrêa Guarezi Zenatti Gallina destacou que ficou comprovado que o acusado se passava por outra pessoa não só para extorquir da vítima como para fazê-la realizar atos libidinosos – a fim de evitar que um terceiro, que nem existia, divulgasse supostos vídeos íntimos.

“Vale ressaltar, ainda, que ficou clara a intenção do acusado em obter vantagem econômica com os atos libidinosos praticados com a vítima. Seu dolo, consistente em obter vantagem econômica indevida, extrai-se das circunstâncias e dinâmica dos eventos que evidenciam que a ameaça foi realizada para que a vítima lhe entregasse dinheiro, bem como para satisfazer sua lascívia”, registrou a magistrada.

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