Juíza aceita denúncia e coloca Witzel no banco dos réus por corrupção na Saúde do Rio

Juíza aceita denúncia e coloca Witzel no banco dos réus por corrupção na Saúde do Rio

Outras 11 pessoas também vão responder no mesmo processo por organização criminosa

Rayssa Motta/São Paulo e Fábio Grellet/Rio

16 de junho de 2021 | 17h28

A juíza Caroline Figueiredo, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, aceitou nesta quarta-feira, 16, a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal contra o ex-governador Wilson Witzel (PSC) e outras 11 pessoas acusadas de corrupção em contratados firmados na área da Saúde. Eles vão responder por organização criminosa.

Documento

“Ressalto que o órgão ministerial expôs com clareza os fatos criminosos e suas circunstâncias, fazendo constar a qualificação dos denunciados e a classificação dos crimes”, diz um trecho da decisão.

Além do ex-governador, a decisão atinge a mulher dele, Helena Witzel, o pastor Everaldo, os ex-secretários de Saúde, Edmar Santos, e de Desenvolvimento Econômico, Lucas Tristão, o ex-prefeito de Volta Redonda, Gothardo Lopes Netto, o operador financeiro Victor Hugo Amaral Cavalcante Barroso e o empresário Edson Torres.

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O governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel Foto: Wilton Junior / Estadão

A denúncia apontou o ex-governador como chefe de uma organização criminosa que teria sido instalada no governo fluminense para desviar recursos através do direcionamento de contratos a empresas ligadas a ele. O escritório de Helena Witzel, por sua vez, teria sido usado para operacionalizar a lavagem do dinheiro desviado através de notas falsas de serviços advocatícios que nunca teriam sido prestados. De acordo com os investigadores, o suposto esquema teria, ao todo, quatro núcleos: político, econômico, administrativo e financeiro operacional.

Witzel teve o mandato cassado em abril deste ano em um processo de impeachment aberto a partir de suspeitas de corrupção na Saúde durante a crise sanitária causada pelo coronavírus. Ele já é réu em outro processo conexo por corrupção e lavagem de dinheiro.

COM A PALAVRA, AS DEFESAS

A reportagem busca contato com as defesas dos citados. O espaço está aberto para manifestação (rayssa.motta@estadao.com).

 

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