Juiz remarca interrogatório de Cunha porque delação de Funaro não chega

Juiz remarca interrogatório de Cunha porque delação de Funaro não chega

Vallisney Oliveira, da 10.ª Vara Criminal Federal, determinou, ainda, à Polícia Federal, que leve ex-presidente da Câmara de volta à prisão da Lava Jato em Curitiba no máximo em duas semanas, com ou sem depoimento do peemedebista

Luiz Vassallo

04 de outubro de 2017 | 05h00

Eduardo Cunha. Foto: Dida Sampaio/Estadão

O juiz Vallisney de Souza Oliveira remarcou para o próximo dia 10 o interrogatório do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), porque a delação do doleiro Lúcio Funaro, sob a guarda do Supremo Tribunal Federal, até agora não chegou à 10.ª Vara Criminal Federal de Brasília – onde o peemedebista e o doleiro são réus da Operação Sépsis, processo sobre desvios do Fundo de Investimentos FGTS da Caixa. Em despacho desta terça-feira, 3, Vallisney determinou, ainda, que Eduardo Cunha seja levado de volta à prisão da Lava Jato, em Curitiba, no máximo entre 17 e 18 de outubro, ‘com ou sem a efetivação de seu interrogatório’.

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O magistrado ordenou que, caso o depoimento do peemedebista seja adiado novamente para data posterior ao dia 16, o ato ‘será realizado por meio de videoconferência’.

No despacho, Vallisney destacou que foi solicitada ao STF cópia da delação premiada de Funaro.

“Reitere-se a solicitação de remessa a este Juízo da delação/colaboração de Lúcio Bolonha Funaro, com urgência, ao STF, consignando-se que se trata de ação penal movida contra denunciados presos, com vários adiamentos nos interrogatório, justificando-se, assim, a remessa das informação com a brevidade necessária, sem embargos dos expedientes anteriormente enviados (Ofícios n.2s 1118 e 1160), a fim de que seja possível proceder ao cumprimento da decisão do STJ e à garantia da celeridade necessária ao processo”, anotou.

O magistrado também pontuou que, ‘com ou sem efetivação’ do interrogatório de Cunha no dia 10 de outubro, o peemedebista deverá voltar à prisão em Curitiba entre os dias 17 e 18.

“Consignando-se que, caso o interrogatório seja adiado para data posterior ao dia 16/10/2017, o ato (interrogatório de EDUARDO CUNHA) será realizado por meio de videoconferência”, afirma.

O ex-presidente da Câmara tem insistido para permanecer preso em Brasília. O juiz federal Sérgio Moro negou, no dia 22 de setembro, mais uma vez, pedido da defesa do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para ficar mais tempo preso em Brasília.

Quando foi enviado ao Distrito Federal, o peemedebista solicitou permanência definitiva em Brasília, no Complexo Penitenciário da Papuda, indeferida por Moro, em agosto.

Sépsis. No seu interrogatório, Cunha deverá ser questionado sobre sua suposta atuação junto ao ex-vice-presidente de Fundos e Loteria da Caixa, Fabio Cleto. Em sua delação premiada, Cleto afirmou que o ex-deputado e o corretor Lúcio Bolonha Funaro intermediavam pagamento de propina para liberação de valores do FI-FGTS para grandes grupos econômicos.

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