Juiz quer o mapa do ‘Big Brother’ de Funaro

Juiz quer o mapa do ‘Big Brother’ de Funaro

Ricardo Soares Leite, da 10ª Vara, deu 10 dias para que corretor financeiro apresente condições de monitoramento de sua prisão domiciliar; leia a decisão

Amanda Pupo e Rafael Moraes Moura/BRASÍLIA

17 Janeiro 2018 | 17h36

O juiz federal da 10ª Vara de Brasília, Ricardo Soares Leite, deu prazo de 10 dias para que a defesa de Lúcio Funaro entregue mais informações a respeito do monitoramento que o delator teria em sua residência, em Vargem Grande do Sul, interior de São Paulo. Entre as informações, o magistrado quer um mapa das câmeras ‘no qual esteja contido toda a área da propriedade’ de Funaro.

Funaro foi transferido para regime domiciliar em dezembro de 2017, após oferecer à Justiça que entregue imagens simultâneas sobre seu dia-a-dia. Ele estava preso desde julho de 2016, no âmbito da Operação Sépsis, que apura desvios na Caixa Econômica.

A defesa entregou à 10ª Vara Federal de Brasília as imagens de Funaro em sua residência, mas o magistrado Ricardo Soares Leite não se deu por satisfeito com o material. “Do cotejo das informações e da mídia apresentada pela defesa de Lúcio
Bolonha Funaro, constato que a imagem utilizada para mapear a distribuição das câmeras (“Doc. 02”) não abrange a totalidade da área ocupada pela propriedade onde se encontra cumprindo prisão domiciliar; e que os vídeos contidos no “Doc. 01″ não puderam ser visualizados”.

O magistrado deu dez dias para que corretor financeiro apresente informações mais detalhadas sobre o monitoramento de sua residência.

Entre os requisitos, Leite quer um ‘mapa de cobertura das câmeras instaladas no local aonde cumpre a domiciliar, no qual esteja contido toda a área da propriedade, com a indicação do local onde se encontram instaladas as câmeras’.

O magistrado ainda expôs outras preocupações. “Verifico, também, dificuldades operacionais neste Juízo para a monitoração
eletrônica diária do cumprimento da prisão domiciliar de Lúcio Bolonha Funaro, haja vista o reduzido quadro de servidores disponíveis e a inexistência nesta Unidade de sala com monitores que operem diuturnamente e em número suficiente, bem como a ausência de corpo de segurança que avalie a adequação das câmeras, quanto ao número necessário de aparelhos, locais de funcionamento, qualidade das imagens e ângulo de cobertura, para proporcionar melhor fiscalização da prisão domiciliar”.