Juiz quebra sigilo do escritório de Ricardo Salles

Medida tomada a pedido do Ministério Público de São Paulo alcança também a mãe do ministro do Meio Ambiente em investigação sobre suposto enriquecimento ilícito

Rayssa Motta e Fausto Macedo

11 de junho de 2020 | 17h04

Advogado Ricardo Salles foi secretário do Meio Ambiente de São Paulo durante governo de Geraldo Alckmin (PSDB) Foto: Nilton Fukuda/ ESTADÃO

A Justiça de São Paulo decretou a quebra do sigilo bancário do escritório de advocacia do Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e da mãe dele, Diva Carvalho de Aquino.

Documento

Em decisão proferida na segunda-feira, 8, o juiz Marcos de Lima Porta, da 5ª Vara da Fazenda Pública, atendeu pedido do Ministério Público de São Paulo, que solicitou acesso aos documentos no âmbito de uma investigação, aberta em julho do ano passado, sobre suposto enriquecimento ilícito de Salles. O ministro nega irregularidades em suas contas.

Os sigilos fiscal e bancário do próprio Salles já haviam sido quebrados, em novembro, após recurso do Ministério Público apresentado junto ao Tribunal de Justiça paulista.

A investigação apura como o patrimônio do ministro saltou de R$ 1,4 milhão para R$ 8,8 milhões entre 2012 e 2018. Nesse período, Salles foi secretário particular do então governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e chefiou a Secretaria de Meio Ambiente do tucano.

Em uma declaração feita à Justiça Eleitoral em 2012, quando foi candidato a vereador, Salles informou possuir R$ 1,4 milhão em bens, que consistiam em aplicações financeiras, 10% de um apartamento, um carro e uma moto. Em 2018, o então candidato a deputado federal pelo partido Novo, informou à Justiça possuir dois apartamentos de R$ 3 milhões cada, R$ 2,3 milhões em aplicações e um barco de R$ 500 mil – alta de 335% em cinco anos, corrigidos os valores pela inflação.

COM A PALAVRA, O MINISTRO

“Todos os dados estão à disposição da Justiça. A apuração irá mostrar que não há nada irregular.”

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