Juiz ouve oito delatores da Odebrecht

Juiz ouve oito delatores da Odebrecht

Audiências em São Paulo foram realizadas para que executivos e ex-executivos da empreiteira confirmassem os termos de relatos preliminares à força-tarefa da Lava Jato abrindo caminho para a homologação

Fausto Macedo e Mateus Coutinho

25 de janeiro de 2017 | 18h49

Prédio da Odebrecht em São Paulo. Foto: Jf Diório/ Estadão

Prédio da Odebrecht em São Paulo. Foto: Jf Diório/ Estadão

Um juiz auxiliar do gabinete do ex-ministro Teori Zavascki tomou os depoimentos de oito executivos e ex-executivos e funcionários da empreiteira Odebrecht nesta quarta-feira, 25, em São Paulo. Além dele, outros dois magistrados auxiliares do STF também tomaram depoimentos em outras regiões do País.

As audiências foram realizadas para que os investigados por suspeita de corrupção e cartel no esquema instalado na Petrobrás entre 2004 e 2014 confirmassem os termos da colaboração a que se propõem perante o Supremo Tribunal Federal – Corte máxima que detém competência para mandar investigar deputados, senadores e outros políticos detentores de foro privilegiado.

Na terça-feira, 24, outros ex-dirigentes da empreiteira também foram ouvidos em São Paulo. Com a morte de Teori, o procurador-geral da República Rodrigo Janot também solicitou à Corte urgência na análise e homologação dos acordos de colaboração, os mais importantes da Lava Jato.

Os investigados não prestaram depoimento sobre fatos que revelaram preliminarmente à força-tarefa da Operação Lava Jato e que preenchem os anexos encaminhados ao gabinete de Teori em dezembro.

Nessa etapa do caso, eles apenas foram indagados se decidiram falar espontaneamente ou se sofreram algum tipo de pressão. A medida é fundamental para que as colaborações sejam homologadas pelo relator da Lava Jato no Supremo que irá substituir Teori.

A retomada da Lava Jato no âmbito do Supremo foi ordenada pela ministra Cármen Lúcia, presidente da Corte, na segunda-feira, 23, informou a Coluna da Sonia Racy, do Estadão.

Os trabalhos estavam em compasso de espera com a morte de Teori, então relator da Lava Jato – ele estava no avião que caiu no mar de Paraty na tarde de quinta-feira, 19.

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