Juiz marca para março júri popular de acusados pela morte de 242 na boate Kiss

Juiz marca para março júri popular de acusados pela morte de 242 na boate Kiss

Ulysses Fonseca Louzada, da 1ª Vara Criminal de Santa Maria confirmou data de julgamento de Luciano Augusto Bonilha Leão, Marcelo de Jesus dos Santos e Mauro Londero Hoffmann, três dos quatro denunciados pelo incêndio que ocorreu em em janeiro de 2013

Pepita Ortega

17 de janeiro de 2020 | 09h57

Foto: Evelson de Freitas/Estadão

O juiz Ulysses Fonseca Louzada, da 1ª Vara Criminal de Santa Maria, confirmou nesta quinta, 16, a data do júri popular de três acusados pela morte de 242 no incêndio da boate Kiss, trágédia que completa sete anos no próximo dia 27. O julgamento de Luciano Augusto Bonilha Leão, Marcelo de Jesus dos Santos e Mauro Londero Hoffmann ocorrerá no dia 16 de março, a partir das 10 horas da manhã, no Centro de Eventos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

O quarto acusado pela tragédia, Elissandro Callegaro Spohr, será julgado em Porto Alegre, em data que ainda não foi definida. O júri do empresário foi transferido para outra comarca em atenção a uma decisão da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.

242 pessoas morreram no incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria. Foto: Germano Rorato/Agência RBS

Mauro e Elissandro – sócios da casa noturna – e Marcelo e Luciano – integrantes da banda que apresentou show pirotécnico na noite do incêndio – foram denunciados por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e emprego de meio cruel) por 242 vezes, e tentativa do mesmo crime por mais 636 vezes (número de sobreviventes identificados).

Em junho, os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiram mandar os acusados a júri popular por entenderem que havia ‘indicação de evidência suficiente sobre o aventado dolo eventual nas condutas dos réus’.

Após a decisão, Ulysses Fonseca Louzada acabou dividindo o julgamento dos réus para datas diferentes – Marcelo e Mauro seriam julgados em março e Elissandro e Luciano, em abril.

Os acusados acabaram recorrendo da decisão. Ao analisar os recursos, a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul determinou, em dezembro, a transferência do júri de Elissandro para outra comarca.

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