Juiz manda soltar sete alvos da Custo Brasil depois que Toffoli soltou Paulo Bernardo

Juiz manda soltar sete alvos da Custo Brasil depois que Toffoli soltou Paulo Bernardo

Paulo Bueno de Azavedo, da 6.ª Vara Federal Criminal de São Paulo, só manteve presos o ex-tesoureito do PT Paulo Ferreira e outro investigado por suposto desvio de R$ 100 milhões de consignados

Julia Affonso, Fausto Macedo e Ricardo Brandt

29 de junho de 2016 | 20h21

Paulo Bernardo. Foto: André Dusek

Juiz liberta presos da Custo Brasil, após decisão do STF sobre Paulo Bernardo /Foto: André Dusek

O juiz federal Paulo Bueno de Azevedo mandou soltar sete dos onze presos da Operação Custo Brasil. Na manhã desta quarta-feira, 29, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF) já havia revogado a prisão preventiva do ex-ministro Paulo Bernardo (Planejamento/Governo Lula e Comunicações/Governo Dilma) por entender que não havia motivos para mantê-lo sob custódia.

A Custo Brasil foi deflagrada na quinta-feira, 23, pela PF em ação integrada com a Procuradoria da República que investiga suposto desvio de R$ 100 milhões de empréstimos consignados no âmbito do Ministério do Planejamento, a partir de 2010.

Depois da decisão de Toffoli, que criticou o decreto de prisão de Paulo Bernardo, o juiz Paulo Bueno de Azevedo mandou soltar outros sete alvos da Custo Brasil. Ele só manteve na prisão o ex-tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, e outro investigado, Nelson Freitas.

Entre os que vão sair da prisão está o advogado Guilherme Gonçalves, suposto operador de propinas do esquema Consist – apontado como repassador de valores para Paulo Bernardo e pagador de despesas eleitorais da senadora Gleisi Hoffmann (PT/PR), casada com o ex-ministro do Planejamento.

COM A PALAVRA, A DEFESA DE DANIEL GERBER

O criminalista Daniel Gerber, que defende Dércio Guedes de Souza, afirmou que o STF demonstrou absoluta imparcialidade e isenção no ato de julgar. “O Tribunal não cedeu às pressões populares, pelo contrário, julgou em acordo com Direito.”

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