Juiz dá mais 15 dias para PF concluir investigação da Carne Fraca

Juiz dá mais 15 dias para PF concluir investigação da Carne Fraca

Marcos Josegrei, da 14ª Vara Federal Criminal, em Curitiba, atendeu a pedido da Polícia Federal

Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba, e Julia Affonso

31 Março 2017 | 16h47

Foto: Dida Sampaio/Estadão

Foto: Dida Sampaio/Estadão

O juiz Marcos Josegrei, da 14ª Vara Federal Criminal, em Curitiba, deu mais 15 dias de prazo para a Polícia Federal concluir o inquérito da Operação Carne Fraca. A decisão atende a pedido dos próprios investigadores.

Documento

Na solicitação, a PF apontou para ‘a complexidade da análise dos documentos e dos itens apreendidos, que somam 195 malotes? a necessidade de interrogatório de 22 presos preventivamente, além de eventuais reinquirições de inúmeros investigados com a finalidade de esclarecimento dos fatos, em razão do conflito entre diversas declarações prestadas’.

Segundo os investigadores, ‘essa análise será útil ao conjunto probatório de futura ação penal a ser eventualmente promovida pelo Ministério Público Federal em face dos integrantes da organização criminosa, bem como à elaboração do relatório policial final’.

Para o juiz da Carne Fraca, ‘a Polícia Federal logrou demonstrar que permanece realizando diligências com vistas à conclusão do inquérito policial, o que só não ocorreu até o momento em face da complexidade e do grande volume de informações a serem apreciadas’.

“Pelo exposto, defiro a dilação de prazo pretendida pela autoridade policial, por mais 15 dias”, determinou.

Carne Fraca mira corrupção na Superintendência Federal de Agricultura no Estado do Paraná (SFA/PR) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. No rol de empresas investigadas pela Polícia Federal estão a JBS, dona da Seara e da Big Frango, a BRF, controladora da Sadia e da Perdigão, e os frigoríficos Larissa, Peccin e Souza Ramos.

Na lista de irregularidades identificadas pela PF estão o pagamento de propinas a fiscais federais agropecuários e agentes de inspeção em razão da comercialização de certificados sanitários e aproveitamento de carne estragada para produção de gêneros alimentícios. Os pagamentos indevidos teriam o objetivo de atender aos interesses de empresas fiscalizadas para evitar a efetiva e adequada fiscalização das atividades, segundo a investigação.

Mais conteúdo sobre:

Operação Carne Fraca