Juiz condena a 13 anos de prisão alvo da Operação Alba Vírus dono de imóvel onde PF pegou quase uma tonelada de cocaína e R$ 1,2 milhão

Juiz condena a 13 anos de prisão alvo da Operação Alba Vírus dono de imóvel onde PF pegou quase uma tonelada de cocaína e R$ 1,2 milhão

Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos, condenou José Carlos dos Santos Beserra pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico

Pepita Ortega e Fausto Macedo

26 de outubro de 2020 | 13h58

Apreensão da Operação Alba Vírus. Imagem ilustrativa. Foto: Polícia Federal

O juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos, condenou mais um alvo da Operação Alba Vírus. O magistrado sentenciou José Carlos dos Santos Beserra a 13 anos e 10 meses de prisão pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Segundo a sentença, agentes da Polícia Federal encontraram 968,9 quilos de cocaína em um imóvel de propriedade de José Carlos.

Documento

Na ocasião, também foram apreendidos R$ 1,2 milhão, além de diversos equipamentos usados no preparo e embalagem de entorpecentes – duas máquinas embaladoras a vácuo; 282 bolsas impermeáveis; 15 botes infláveis; sacos transparentes, balões de gás, bolsas e malotes, coletes salva-vidas, sinalizadores marítimos e petrechos para embalagens.

Segundo o despacho de Roberto Lemos, a suspeita dos investigadores é a de que José Carlos faça parte de uma ‘organização criminosa fortemente estruturada e ordenada, responsável pela operacionalização de diversos envios de substâncias entorpecentes ao exterior’. Em outro endereço ligado ao grupo, os agentes apreenderam mais 375 kg de cocaína e seis armas de fogo 1 fuzil e 5 pistolas.

Além de destacar o ‘arcabouço probatório extenso’ sobre a ligação de José Carlos com s apreensões de cocaína, o juiz Roberto Lemos apontou que no dia da ação que pegou 900 kg da droga, o réu foi fotografado entregando um caminhão-baú com um fundo falso a um desconhecido.

A sentença registra ainda que o condenado e seu filho Ruan Carlos Mota Beserra tiveram seus nomes vinculados a onze depósitos em espécie, relacionados a compras de imóveis e veículos de luxo, totalizando o valor de R$ 1.424.449,00 ‘o que revela outro forte indicativo de sua associação ao tráfico ilícito de substâncias entorpecentes’

“Resta evidente que José Carlos dos Santos Bessera, com consciência e vontade livres, associou-se aos demais denunciados, de forma estável e permanente, para o fim de praticar, reiteradamente, o crime de tráfico transnacional de drogas (guarda, transporte, venda e exportação)”, registrou Roberto Lemos do despacho.

COM A PALAVRA, O CONDENADO

A reportagem busca contato com José Carlos dos Santos Beserra. O espaço está aberto para manifestações.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.