Juiz autoriza Garotinho em presídio de segurança máxima

Juiz autoriza Garotinho em presídio de segurança máxima

Ex-governador do Rio, alvo da Operação Caixa D'Água, alegou ter sido agredido na cadeia de Benfica, mas investigação aponta que ele teria se 'autolesionado' para forçar saída da unidade

Julia Affonso

24 Novembro 2017 | 17h50

Anthony Garotinho. FOTO FABIO MOTTA/ESTADÃO

O juiz eleitoral Ralph Machado Manhães Junior autorizou a transferência do ex-governador Anthony Garotinho (PR) para um presídio de segurança máxima. Nesta sexta-feira, 24, Garotinho alegou ter sido agredido a golpes de porrete na cadeia de Benfica, no Rio, para onde foi levado na quarta-feira, 22, na Operação Caixa D’Água, por suspeita de propina de R$ 3 milhões da JBS.

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“Fica autorizada ao juízo da Vara de Execuções Penais, em sintonia com o Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, a transferência imediata do réu em tela para um Presídio de Segurança Máxima, visando assim garantir a integridade física do acusado e evitar novos questionamentos duvidosos, sendo este também um pleito da defesa ao que me parece, ficando, inclusive, desde já, autorizada por este juízo a transferência do preso para presídios federal, se assim entender o juízo da VEP-RJ”, decidiu o juiz.

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De acordo com a decisão do magistrado, Garotinho ‘deverá ser mantido em cela separada dos demais e garantida a sua segurança pelos órgãos competentes’.

Investigação preliminar apontou, no entanto, que ele teria se ‘autolesionado’ para força sua saída de Benfica.

Ao autorizar a remoção de Garotinho, o juiz relatou que havia sido comunicado sobre o caso pelo juiz Guilherme Schilling, da Vara de Execuções Penais do Rio, e pelo Secretário Estadual de Administração Penitenciária, coronel Erir Ribeiro.

“Segundo agentes do SEAP, (Garotinho) estaria causando transtornos na Unidade Prisional onde se encontra, pois teria se autolesionado e afirmado, ainda, que as agressões sofridas foram realizadas por terceiros, tendo sido informado, outrossim, pela última autoridade que os vídeos da galeria onde se encontra o custodiado em questão não deixam dúvidas de que não ocorreu a conduta acima descrita, até porque o mesmo se encontrava em galeria vazia e cela individual, demonstrando ser totalmente duvidosa a versão dada pelo réu supramencionado”, anotou o juiz.

Ralph Machado Manhães Junior afirmou que ‘o caso acima apontado é extremamente grave e merece a devida apuração, o que já está sendo realizado pelo juízo da Vara de Execuções Penais deste Estado’.

O magistrado determinou ‘que sejam imediatamente encaminhadas a este juízo as imagens do circuito interno do local da cela do réu Anthony Garotinho, tal como mencionado pelo Secretário Estadual
de Administração Penitenciária’.

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