Jucá informa Gilmar que PMDB suspendeu 6 ‘rebeldes’ por votarem contra Temer

Jucá informa Gilmar que PMDB suspendeu 6 ‘rebeldes’ por votarem contra Temer

Presidente do partido envia ofício ao ministro do Tribunal Superior Eleitoral comunicando alijamento dos parlamentares da 'atividade partidária em todos os níveis, e também de eventuais funções de direção, por 60 dias'; medida atinge Veneziano Vital do Rego (PB), Celso Pansera (RJ), Laura Carneiro (RJ), Sérgio Zveiter (RJ), Jarbas Vasconcelos (PE) e Vitor Valim (CE)

Fausto Macedo, Luiz Vassallo e Julia Affonso

10 Agosto 2017 | 20h12

BRomero Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR), enviou ofício ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, no qual comunica a decisão de suspensão de seis ‘rebeldes’ da ‘atividade partidária em todos os níveis, e também de eventuais funções de direção partidária, por 60 dias’. A medida atinge os deputados federais Veneziano Vital do Rego (PB), Celso Pansera (RJ), Laura Carneiro (RJ), Sérgio Zveiter (RJ), Jarbas Vasconcelos (PE) e Vitor Valim (CE). Todos votaram contra o arquivamento da denúncia por corrupção passiva contra o presidente Michel Temer (PMDB).

As informações foram divulgadas no site do TSE.

No ofício, o senador esclarece que a Comissão da Executiva Nacional do PMDB decidiu, por unanimidade, em reunião no dia 12 de julho passado, aprovar proposta da bancada do partido na Câmara dos Deputados pelo fechamento de questão contra a denúncia por crime do Ministério Público Federal contra Temer, e contra o parecer do deputado Sérgio Zveiter na questão, por falta de “fundamentação hábil e proporcionalidade”.

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Romero Jucá afirmou que, na mesma reunião, a Executiva Nacional decidiu liminarmente pela suspensão das atividades partidárias e também eventuais funções diretivas partidárias do parlamentar que não seguir a orientação do fechamento de questão, por 60 dias, contados do ato que configurar a desobediência.

O presidente do PMDB ressaltou que o partido ‘tem, como princípios básicos, a admissão de divergências entre seus membros e a existência de correntes de opinião, desde que não ponham em risco a sua unidade, estrutura e sobrevivência’.

Jucá ainda afirma que ‘existe, no País, um sistema político pluripartidário, não havendo qualquer obrigação para que determinado filiado permaneça nos quadros dos respectivos partidos políticos’.

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