Jucá diz que acusador Janot tem fetiche por seu bigode

Jucá diz que acusador Janot tem fetiche por seu bigode

Líder do governo no Senado declarou que procurador-geral da República, que o denunciou pela terceira vez ao Supremo, agora por suposta propina de R$ 150 mil da Odebrecht, tem 'fixação' nele

Igor Gadelha e Renan Truffi, de Brasília

29 Agosto 2017 | 16h26

Romero Jucá. Foto: Estadão

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou em entrevista nesta terça-feira, 29, que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, tem uma ‘fixação’ nele e, talvez, até um ‘fetiche’ no bigode do peemedebista. Para o senador, Janot começou bem na Procuradoria, mas está deixando o cargo em 17 de setembro de forma ‘melancólica, lamentável e triste’.

Documento

“Eu diria que (ele tem), pelo menos, uma fixação. Ele até deu declaração sobre meu bigode, não sei se é um fetiche, se é alguma coisa. Portanto, eu diria que não entendo esse comportamento dele”, afirmou Jucá, em referência à terceira denúncia contra ele apresentada nessa segunda-feira, 28, por Janot pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, dessa vez, base na delação da Odebrecht.

Nesta nova acusação a Jucá, o procurador abriu o texto com um provérbio popular – ‘A palavra de um homem está no fio do bigode’.

O senador de Roraima disse estar ‘muito tranquilo’, que não tem nada a dever e nada que o comprometa. “Eu confio na Justiça. Quem parece que não confia na Justiça é o senhor Rodrigo Janot”, disse. Para Jucá, o procurador apresentou a nova denúncia ‘açodadamente’ e ‘intempestivamente’, uma vez que a investigação que baseia a denúncia ainda não foi concluída. “O processo está na Polícia Federal”, disse.

Jucá avaliou ainda como ‘lamentável’ a postura de Janot.

“O doutor Rodrigo Janot começou bem, mas está tendo uma despedida melancólica, lamentável, triste. Acho que não dá para querer se transformar em justiceiro, passar por cima da Justiça e tentar fazer uma ação deliberadamente contra a política brasileira. Acho lamentável, mas respeito a posição dele”, afirmou o peemedebista.

Mais conteúdo sobre:

Romero Jucáoperação Lava Jato