Japonês da Federal voltou

Japonês da Federal voltou

Newton Ishii, agente da PF, em Curitiba, ressurgiu escoltando alvos da Lava Jato

Fausto Macedo, Julia Affonso e Mateus Coutinho

06 de setembro de 2016 | 12h16

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O agente da PF Newton Ishii conduz José Carlos Bumlai para a prisão. Foto: Geraldo Bubniak/AGB

O agente da Polícia Federal Newton Ishii, celebrizado na Operação Lava Jato como o ‘Japonês da Federal’, voltou à cena. Depois de ficar afastado das funções por um período – condenado a 4 anos e dois meses por facilitação de contrabando na fronteira de Foz do Iguaçu (PR) -, o Japonês da Federal ressurgiu em Curitiba nesta segunda-feira, 5, escoltando o empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, preso por ordem do juiz federal Sérgio Moro.

Nesta terça-feira, 6, o agente escoltou o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ambos, Bumlai e Japonês da Federal têm uma coisa em comum: os dois estão usando tornozeleira eletrônica, monitoramento imposto pela Justiça.

Newton Ishii foi um dos 23 policiais federais alvos da Operação Sucuri, deflagrada em 2003 para apurar um esquema formado por agentes da PF e da Receita Federal que facilitava o contrabando de produtos ilegais na fronteira com o Paraguai em Foz do Iguaçu (PR).

Desde o início da fase ostensiva da Lava Jato, deflagrada em março de 2014, o Japonês da Federal ganhou notoriedade fazendo escolta dos prisioneiros da operação sobre desvios na Petrobrás. Newton Ishii ganhou marchinha de Carnaval e foi homenageado com um boneco de Olinda.

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