Janot vence e Supremo mantém Fachin na relatoria da delação JBS

Janot vence e Supremo mantém Fachin na relatoria da delação JBS

Por maioria, Plenário da Corte máxima acolhe memorial do procurador-geral da República e, por maioria, reconhece competência de colega que deflagrou investigação sobre o presidente Michel Temer

Redação

22 de junho de 2017 | 18h18

Rodrigo Janot. Foto: Dida Sampaio/Estadão

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal decidiu que Edson Fachin pode sim atuar como relator da Operação Patmos, desdobramento da Lava Jato que mira o presidente Michel Temer a partir da delação premiada de executivos da JBS. A decisão é uma vitória de Rodrigo Janot, o procurador-geral da República que, em memorial à Corte máxima, defendeu enfaticamente que o relator pode monocraticamente homologar delação premiada.

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Sete ministros votaram nesse sentido nas sessões do Plenário realizadas na quarta-feira, 21, e nesta quinta, 22.

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A delação da JBS mira o presidente Michel Temer, sob suspeita de corrupção passiva, organização criminosa e obstruçaõ de Justiça.

Votaram pela preservação de Fachin na relatoria do caso JBS os ministros Alexandre de Moraes, Luís Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e o próprio Fachin.

O julgamento – que inclui definição dos limites da delação premiada – vai prosseguir na próxima semana. Ainda deverão votar os ministros Gilmar Mendes, Celso de Mello, Marco Aurélio e a presidente da Corte, Cármen Lúcia.