Janot, sobre Temer, diz que ‘não deixa de praticar ato de ofício’

Janot, sobre Temer, diz que ‘não deixa de praticar ato de ofício’

Ao falar sobre uma possível nova denúncia criminal contra o presidente, o procurador-geral da República afirma que ''investigações que estiverem maduras irão prá frente'

Da Redação

28 Agosto 2017 | 12h32

Rodrigo Janot. Foto: Dida Sampaio/Estadão

O procurador-geral da República Rodrigo Janot disse nesta segunda-feira, 28, que ‘não deixa de praticar ato de ofício’, ao ser perguntado se vai apresentar nova denúncia criminal contra o presidente Michel Temer. “O Ministério Público não fala o que vai fazer. O Ministério Público faz e depois, se houver dúvida, explica porque o fez. O que eu posso dizer é que eu não deixo de praticar ato de ofício em razão de estarem faltando 20 dias para terminar meu mandato.”

Janot particpou de evento no Rio, promovido pelo jornal O Globo.

O procurador já apresentou uma primeira denúncia contra Temer, por corrupção passiva, no caso JBS. A acusação parou na Câmara, que não autorizou abertura de ação contra o presidente no Supremo Tribunal Federal.

Janot estaria na iminência de apresentar uma segunda acusação formal contra o presidente. Seu mandato no comando da Procuradoria termina em 17 de setembro. Ele será sucedido pela procuradora Raquel Dodge.

“As investigações que estiverem maduras irão prá frente”, afirmou Janot. “Aquelas que não estiverem maduras aguardarão a minha sucessora prá que elas sigam o seu rumo natural.”

O procurador disse que não acredita que a Lava Jato está perto do fim. “A Lava Jato não pertence ao Ministério Público, a Lava Jato pertence ao Brasil hoje. A partir do momento que as investigações caminham as pessoas reagem a elas. Compete a nós não permitirmos que a investigação cesse, compete a nós não permitirmos que a investigação sofra qualquer interferência.”

Janot sugere que se houver ‘qualquer tipo de interferência interna ou tentativa de interferência exterma’ o que tem que ser feito é denunciar. “Ainda bem que temos imprensa livre no Brasil. É chamar a imprensa livre e dizer ‘olha, há tentativa’, ‘estamos identificando uma tentativa prá evitar invesitgação sob esse ponto, sobre esse aspecto’. É assim que tem que ser.”