Janot se afasta da advocacia

Janot se afasta da advocacia

Ex-procurador-geral, que confessou ter planejado assassinato do ministro Gilmar Mendes, em 2017, comunicou seu pedido de suspensão da inscrição como advogado até 5 de novembro, quando será ouvido no Tribunal de Ética e Disciplina da OAB/DF, em meio a forte pressão de políticos e até de antigos aliados

Luiz Vassallo e Fausto Macedo

09 de outubro de 2019 | 16h44

Rodrigo Janot. Foto: Gabriela Bilo

Alegando intenção de ‘evitar constrangimentos’, o ex-procurador-geral Rodrigo Janot comunicou nesta quarta, 9, à OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no Distrito Federal seu afastamento da advocacia. Ele pediu a suspensão de sua matrícula de advogado até 5 de novembro, quando será ouvido no Tribunal de Ética e Disciplina da OAB/Distrito Federal, onde mantém a inscrição para o exercício da profissão.

Sob intensa pressão de políticos e até de antigos aliados desde que admitiu publicamente ter planejado o assassinato do ministro Gilmar Mendes, do Supremo, em 2017, Janot achou melhor se afastar da advocacia – atividade que assumiu logo após se aposentar da carreira de procurador do Ministério Público Federal.

A decisão de Janot, que relatou o plano de eliminar Gilmar nas páginas do seu ‘Nada menos que tudo’ – livro que destaca as passagens que reputa mais importantes na Procuradoria-Geral, durante seus dois mandatos, entre 2013 e 2017 -, ocorre em meio à saraivada de críticas, principalmente de desafetos, entre eles o senador Renan Calheiros (MDB/AL).

Na sexta, 4, Renan ingressou na OAB/DF com pedido de suspensão da carteira de advogado de Janot. O senador pediu suspensão de 180 dias, prazo para ‘a apuração psicológica e toxicológica’ do ex-procurador.

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