Itália espera há 25 anos por mafioso, ‘rei da da cocaína de Milão’, agora preso pela PF na Paraíba

De acordo com a Polícia Federal, o ‘rei da cocaína em Milão’ é considerado o segundo criminoso mais procurado da Itália; a corporação afirma que a prisão de Rocco Morabito nesta segunda, 24, tem uma ‘importância histórica’ para aquele país

Redação

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Imagem de Rocco Morabito, quando foi preso em um hotel d eMontevidéu, em 2017. Foto: Policia Italia

A Polícia Federal apontou que a Itália busca há cerca de 25 anos a extradição do mafioso Rocco Morabito, apontado como líder da máfia calabresa ‘Ndrangheta’, considerada uma das maiores e mais poderosas organizações criminosas do mundo. Os investigadores dizem que a prisão do criminoso nesta segunda, 24, tem uma ‘importância histórica’ para aquele país. Ainda segundo a corporação, o ‘rei da cocaína em Milão’ é considerado o segundo criminoso mais procurado da Itália.

O cálculo da PF leva em consideração que Rocco Morabito estava foragido há mais de 22 anos quando foi preso em 2017, no Uruguai, a partir de informações levantadas pelas autoridades Brasileiras. Dois anos depois, enquanto aguardava extradição, o mafioso fugiu da prisão.

Durante coletiva, a PF ainda classificou a cooperação internacional que permeou as investigação que levaram à prisão de Morabito em um hotel de João Pessoa. No momento da prisão, ele estava acompanhado de outro foragido italiano, que também foi detido. De acordo com a PF, o segundo preso está na lista das 30 pessoas mais procuradas pela Italia

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Segundo os investigadores, as apurações foram abastecidas pelo compartilhamento de informações de um projeto da Interpol que envolve 11 Países, junto com o departamento de Segurança Pública da Itália, para investigar a ‘Ndrangheta’. A PF indica que tal troca de dados de inteligência foi fundamental para a operação que culminou na prisão de Rocco Morabito.

A corporação revelou ainda que o mafioso teria passado por ao menos três Estados brasileiros: São Paulo, Rio de Janeiro e Paraíba, onde foi preso. Além disso, há a possibilidade de o italiano também ter passado por Santa Catarina. As movimentações serão objeto de apuração da PF.

Os investigadores lembraram ainda que o ‘histórico criminoso’ de Morabito é muito antigo. “Há registros da atuação de Rocco Morabito com a organização do tráfico de drogas entre Brasil e Europa desde a década de 1990, conforme investigação à época realizada no âmbito de Operação denominada King”, informou a PF em nota divulgada nesta segunda, 24, quando o mafioso foi preso.

A PF diz que há indicativos de que o preso há indicativos que estava envolvido em atividades criminosas no Brasil, indicando que tais suspeitas também serão apuradas pela corporação.

Imagem de Rocco Morabito, quando foi preso em um hotel d eMontevidéu, em 2017. Foto: Policia Italia

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