Irmã de Aécio fica em silêncio na PF

Irmã de Aécio fica em silêncio na PF

Andrea Neves seria uma das beneficiárias de receber informações privilegiadas cedidas por agentes da Polícia Federal a advogados

Leonardo Augusto, especial para O Estado de São Paulo

11 de junho de 2019 | 17h31

Aécio e Andrea Neves. 25/06/2009. Foto: CHARLES SILVA DUARTE/O Tempo

A irmã do deputado federal Aécio Neves (PSDB), Andrea Neves, ficou calada durante os cerca de 50 minutos em que esteve na tarde desta terça-feira, 11, na sede da Polícia Federal, na capital mineira, para prestar depoimento dentro das investigações da Operação Escobar, deflagrada na quarta-feira, 5, contra esquema de corrupção ativa e passiva, organização criminosa, obstrução da Justiça e violação de sigilo funcional.

Dois escrivães da PF e dois advogados foram presos na operação. Segundo a investigação, Andrea Neves seria uma das beneficiárias do esquema, que consistiria no acesso irregular a informações sobre operações realizadas pela corporação.

A intenção da PF hoje era saber por que documentos sigilosos, de acesso restrito a agentes da Polícia Federal, foram encontrados na casa da irmã de Aécio Neves em dezembro de 2018 durante a primeira fase da Operação Ross, que investiga suposto envolvimento de Aécio Neves com o grupo JBS.

Entre os documentos estavam informações referentes à Operação Capitu, de novembro do ano passado, em que foram presos o empresário Joesley Batista do JBS e o então vice-governador de Minas Gerais, Antonio Andrade. A Operação Capitu investiga supostas irregularidades no Ministério da Agricultura e Pecuária, que teve Andrade como titular.

Segundo fontes que acompanham as investigações, Andrea Neves não quis responder a nenhuma das perguntas feitas pelos responsáveis pelo processo. A irmã de Aécio Neves evitou a imprensa tanto na chegada como na saída da sede da Polícia Federal, na Região Oeste de Belo Horizonte.

COM A PALAVRA, ANDREA NEVES

O advogado Hermes Vilchez Guerrero, que defende Andrea Neves, informou. “A defesa da sra. Andrea Neves reitera sua estranheza com a inclusão do nome de sua cliente na presente investigação. Por isso, solicitou que ela aguardasse que tivessem acesso à totalidade dos documentos, para que possa se manifestar e demonstrar de maneira definitiva o descabimento da citação de seu nome no presente inquérito.”

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