IoT: elemento essencial na transformação digital

IoT: elemento essencial na transformação digital

Daniel Laper*

20 de março de 2021 | 04h00

Daniel Laper. FOTO: DIVULGAÇÃO

Ainda há dúvidas, afinal, sobre o que é a internet das coisas (IoT) e para que ela serve? Resumindo, é um elemento essencial de transformação digital no sentido de habilitar a digitalização dos objetos e a coleta de informações dos mais diversos tipos, gerando novas fontes de receita, eficiência operacional e valor para a sociedade e empresas. Além disso, um importante componente nas soluções de IoT são as redes, que permitem que esses objetos se comuniquem.

Um estudo do McKinsey Global Institute estima que o impacto da IoT na economia global será de 4% a 11% do Produto Interno Bruto do planeta em 2025, portanto, entre US$ 3,9 trilhões e US$ 11,1 trilhões. Até 40% desse potencial deve ser capturado por economias emergentes. No caso específico do Brasil, a estimativa é de US$ 50 bilhões a US$ 200 bilhões de impacto econômico anual em 2025.

Considero que, hoje, o maior desafio na escala de projetos de IoT é a necessidade da maior maturidade e cultura de transformação digital de toda a cadeia. Como toda tecnologia, a IoT é um meio para alcançar um objetivo maior, de negócio ou social, seja aumento de receitas, seja redução de custo, melhoria de experiência do cliente ou segurança e conforto.

Nesse sentido, é essencial que toda a estratégia esteja baseada em necessidades e oportunidades reais, relevantes o suficiente para motivar e justificar o investimento e a mobilização de toda a cadeia (dispositivos, redes, integradores, plataformas de big data e analytics para apoio à tomada de decisão e outros). Uma vez clara essa necessidade ou objetivo e definida a estratégia, é uma questão de encontrar os melhores parceiros para viabilizar a oportunidade – o tão falado ecossistema – sempre almejando escala.

Explorando exemplos práticos, com as restrições de mobilidade e um grande número de pessoas em casa, 2020 foi um ano desafiador para as verticais que dependem de mobilidade e circulação, por exemplo rastreamento de ativos como veículos. Por outro lado, com as pessoas em casa e as regras de distanciamento social, ficou clara a importância, por exemplo, de soluções de medição inteligente, nas quais é possível ler e atuar em um medidor de água, gás ou energia de forma remota, sem a necessidade de deslocamento e presença de um leiturista no local. Ainda no contexto das cidades inteligentes, vimos a aceleração de outras verticais, como iluminação pública, que pode se beneficiar diretamente da telegestão das luminárias para controle de nível de iluminação, e consequente economia no consumo de energia.

Vejo 2021 como um ano muito promissor, em que teremos uma conjunção da recuperação acelerada de verticais que foram impactadas em função da crise provocada pelo novo coronavírus e a continuidade de maturação de novos casos de uso que ganharam força com as restrições que se apresentaram. Momentos de crise tendem a trazer pragmatismo para o mercado com a atenção sendo direcionada para as “dores” mais significativas, e nesse contexto a oportunidade para o mercado entender que a IoT pode trazer benefícios importantes nas estratégias de transformação digital.

*Daniel Laper, diretor de Novos Negócios e IoT da American Tower do Brasil

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