Invisible Bank: como o processo global de digitalização chegou até os bancos

Invisible Bank: como o processo global de digitalização chegou até os bancos

Isabelle Kwintner*

13 de abril de 2021 | 11h00

Isabelle Kwintner. FOTO: DIVULGAÇÃO

Com a consolidação da era digital, uma série interminável de hábitos e práticas cotidianas foram adaptadas para novos formatos que envolvem o uso de tecnologia. Entre estas atividades está a ida ao banco. Função esta que, até pouco tempo atrás, causava transtorno e impaciência no usuário que ficava horas aguardando atendimento nas imensas filas do estabelecimento.

No entanto, este cenário já começa a fazer parte do passado. O processo global de digitalização chegou aos bancos com força total e prometendo mudanças efetivas, que garantem mais autonomia e praticidade na rotina do usuário. De acordo com uma Pesquisa da FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos) de Tecnologia Bancária, foram mais de 6,5 milhões de contas abertas pelo celular em 2019, um crescimento de 66% em relação a 2018. A mesma pesquisa estima que, em breve, o mobile banking vai ser o meio responsável por pelo menos 50% de todas as movimentações financeiras.

Conhecendo o conceito e entendendo a funcionalidade

A definição de invisible bank – banco invisível, em tradução literal – refere-se a premissa de ter a totalidade de suas transações realizadas em um ambiente digital e de forma totalmente automatizada. A proposta deste novo sistema é garantir mais praticidade ao dia a dia do consumidor, por meio de recursos tecnológicos.

Através deste novo sistema, não há mais a necessidade de: notas fiscais, caixas eletrônicos, cheques de papel, entre tantas outras práticas “ultrapassadas” e que demandam muito tempo e disponibilidade para serem concluídas. Além dessas funcionalidades, o banco digital acaba sendo mais amigável ao meio ambiente por conta da economia de insumos, como o papel.

E como tudo isso se torna possível? Por meio do uso de recursos como a inteligência artificial e Big Data. Fazendo uso destas ferramentas, é possível realizar a coleta de dados e informações que tornam viável a  automatização de pagamentos e investimentos, fazendo com que o banco físico e tradicional se torne virtual e ainda mais seguro.

A personalização do assistente virtual

Uma vez que a proposta central do invisible banking é, de fato, livrando o usuário das longas horas resolvendo pendências e fazendo transações no banco, um cuidado extra com o processo de digitalização do atendimento ao cliente se faz necessário. Portanto, um dos principais focos dos investimentos no setor tem sido exatamente na automatização do atendimento.

Atendimento este que, por sua vez, foi citado na pesquisa sobre tecnologia da FEBRABAN como a principal prioridade por 50% dos bancos. Uma parcela de 35% disse que focou também no chamado “robô advisor”, inteligência artificial que dá respostas automáticas e tutoriais através das palavras-chave pesquisadas pelo cliente.

Este processo, focado na digitalização do atendimento, já começou a surtir efeito. No ano de 2019, o número de interações com os chamados chatbots saltou para 248 milhões, um aumento de 212% em relação às 79,5 milhões de interações registradas em 2018.

Portanto, não há dúvidas com relação ao fato de que o invisible bank representa o futuro como um todo e está perfeitamente alinhado a dois dos principais objetivos da tecnologia enquanto recurso ativo na sociedade: oferecer segurança nos processos e garantir o máximo de assertividade e agilidade na utilização de sistemas.

*Isabelle Kwintner é diretora sênior de estratégia da Uzzipay. Possui  experiência em branding, inovação e pesquisa de comportamento do consumidor aplicada a empresas B2B e B2C no Brasil, América Latina, Israel e EUA

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